Assim que entrei em casa, peguei o celular e disquei o número do meu empresário: — Marcos, tenho mais duas músicas que quero gravar. Acha que ainda é possível inseri-las no álbum? — O silêncio do outro lado não era bem a resposta que eu esperava. — Marcos? — É que estou surpreso! — disse ele. — Ainda estou tentando processar o fato de que é você que está me procurando para trazer novos conteúdos. Geralmente sou eu quem te cobra. Estamos com muita coisa em andamento no momento. Podemos fazer algo em relação a elas nas suas férias de meio de ano, o que acha? — Quero isso o mais breve possível. — Respondi. — Por que a pressa? Parece até aqueles personagens de drama com doença terminal e os dias contados. — Ele deu uma risada, e respondi a isso com silêncio. Não foi uma boa piada. — Eliza,

