Por Isabel... O vento frio choca com o meu rosto. A brisa gelada me faz tremer convulsivamente. Olho mais uma vez para o vestido preto em meu corpo querendo voltar no tempo onde eu não gritaria a pleno pulmões que o odiava. Kaio morreu achando que era verdade, ele se foi e eu não tive a chance de dizer que o amava e com o tempo o perdoaria, quando a ferida estivesse sarando e eu enfim entendesse o que ele quis fazer não me contanto tudo. Olho para o céu escuro e sem estrelas, os pingos gelados e cortantes atingem o meu rosto com força, se misturando as minhas lágrimas. Eu não podia ficar lá vendo-o prestes a ser cremado, era demais para mim. As unhas médias apertam a minha pele de modo que faça eu me concentrar na dor física e não na dor que dilacera do meu peito. Sinto a ardência na pel

