CAPITULO 191 LAURA NARRANDO Meu carro já não prestava fazia tempo. Toda vez que eu ligava parecia que ia desmontar no meio da rua. Até que hoje, logo cedo, a lata velha resolveu de vez me deixar na mão. Suspirei, xinguei e bati a porta com força. — Merdä de carro! — resmunguei. Não tinha outro jeito: botei uma sandália nos pés, prendi o cabelo de qualquer jeito e saí a pé mesmo. O sol ainda castigava como se fosse meio-dia, e eu sentia o suor escorrendo pelas costas enquanto subia e descia a viela. Vinte minutos caminhando naquele calor dos infernos, a cabeça fervendo junto com o corpo. Quando cheguei perto da contenção, já cansada, Revirei os olhos e puxei o celular da bolsa. Fiz o pedido, e o aplicativo rodava, rodava… até que apareceu que o motorista vinha. Demorou quase meia ho

