CAPÍTULO 51 CAROL NARRANDO Ele ficou ali me olhando por uns segundos que pareceram uma eternidade, depois deu um meio sorriso de canto. — Então fica de boa… — disse num tom que soou mais como ordem do que conselho. — A hora que tu quiser ir pra casa, me avisa. Assenti devagar, tentando manter a naturalidade. — Tá bom. Ele sustentou o olhar mais um instante, como se quisesse gravar minha resposta, depois se afastou no mesmo passo firme que veio. Voltou pra mesa dele, onde tava aquele amigo que tinha encarado a Cris e mais um cara que eu nem lembrava de ter visto antes. Dali, dava pra ver ele pegando o copo e enchendo de cerveja de novo, trocando umas palavras com os dois e, de vez em quando, voltando os olhos pra mim. Era como se, mesmo longe, ele ainda tivesse controle do que eu faz

