CAPÍTULO 201 LAURA NARRANDO Saí do restaurante ainda com o gosto da feijoada na boca, mas a cabeça fervendo de raiva. Cada passo meu na calçada era como se fosse um juramento silencioso: eu não ia deixar o Dante me apagar da vida dele. Ele podia até estar jogando charme praquela outra, mas eu sabia bem do que ele gostava. E se ele tinha esquecido, eu ia refrescar a memória dele. Caminhei até uma lojinha que ficava na rua principal, bem conhecida no morro por vender aquelas roupas que toda piranhä de baile sonhava em usar. Entrei de cabeça erguida, o salto batendo firme no piso branco, e fui direto até a atendente. — Quero uma roupa pra baile funk. — falei seca, olhando nos olhos dela. — Uma coisa que ninguém consiga ignorar. A menina abriu um sorriso esperto, como se já tivesse visto

