CAPÍTULO 118 CRIS NARRANDO Fiquei ali abraçada com a Carol, sentindo o corpo dela tremer. Porrä, eu conhecia a Carol, sabia que ela tava me escondendo alguma coisa. Mas nunca imaginei ouvir um bagulho desses. Nunca. Soltei ela devagar, segurei o rosto dela nas minhas mãos e encarei firme. — Amiga… tu tem noção do que tá vivendo? — perguntei, séria. — Tu não tá só ficando com um cara qualquer. Tu tá mexendo com o Dante. O dono do morro. O homem que ninguém ousa contrariar. Ela baixou a cabeça, mordendo o canto do lábio, e eu vi as lágrimas ainda escorrendo. — Eu sei, Cris… mas eu não consigo evitar. É ele… só ele. Passei a mão no meu cabelo, nervosa, andando de um lado pro outro na sala. Era muita coisa pra processar. Primeiro ela me solta que deu a primeira vez dela pra ele, agora v

