70- CRIS

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CAPÍTULO 70 CRIS NARRANDO O barulho chato do celular me tirou do sono antes mesmo do sol bater forte na janela. Era o despertador, tocando sem dó, lembrando que já tava na hora de encarar mais um dia na padaria. Revirei os olhos, estiquei o braço e desliguei com um tapa. Fiquei deitada por uns segundos, encarando o teto, mas o cheiro de pão quente que parecia vir da rua já me lembrava que não tinha desculpa. Levantei devagar, ajeitando o cabelo bagunçado num coque torto, e fui direto pro banheiro. A água fria bateu no corpo e me acordou de vez. Esfreguei o rosto, lavei bem o cabelo, deixando o shampoo adocicar o ar. Fechei os olhos e fiquei um tempo sentindo a água escorrer, pensando na vida. E, claro, pensando no que eu e a Carol tínhamos combinado: hoje era o dia do baile. Meu coraçã

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