CAPÍTULO 206 DANTE NARRANDO O baile inteiro parecia ter parado só pra aquela p***a de momento. O som baixo da música embalava cada passo meu, mas na real, quem mandava no ritmo era o coração batendo acelerado no peito. Eu, que já atravessei troca de tiro, já encarei morte na cara, nunca tinha sentido as pernas pesar desse jeito. Segurava o buquê de rosas vermelhas como se fosse arma. E era — não de guerra, mas de amor. Cada flor ali era um tiro no peito de quem duvidava de mim e da minha pequena. Olhei pro camarote, pro povo filmando, gritando, cochichando. Mas Fodä-se todo mundo. Só existia ela. A Carol. Minha pequena. Ela tava ali, no canto, a mão tapando a boca, os olhos marejados. O vestido vermelho abraçava o corpo dela como se tivesse sido feito só pra esse instante. O cabelo co

