CAPÍTULO 104 DANTE NARRANDO Desci o morro com a mente só nela. Podia ter mandado alguém buscar, mas não… eu queria ser eu. Queria voltar e olhar na cara da minha pequena sabendo que fui eu quem trouxe o que ela precisava. Quando subi de moto de novo e vi a luz do quarto apagada, senti o coração bater mais rápido. Entrei devagar, e só de ver ela encolhida na cama, usando minha camiseta, um sorriso bobo escapou de mim. Porrä… parecia até que ela já era minha mulher. Tirei as coisas da sacola e joguei em cima da cômoda: pomada, remédio, chocolate. Tudo que achei que podia ajudar ela a esquecer a dor e lembrar só do que foi bom. Ela me olhava daquele jeito, com vergonha, mas eu não queria que ela sentisse isso. — Eu disse que ia cuidar de tu, pequena. — falei firme, passando a mão na perna

