CAPÍTULO 165 CRIS NARRANDO O pagode tocava alto e eu já tinha perdido a conta de quantos chopps tinha virado. O bar tava cheio, todo mundo cantando junto, e eu ali, de frente pro Pelé, com aquele sorriso safadø que me desmontava sem esforço. Ele mastigava o lanche devagar, olhando direto pra mim, e eu fingia que não tava nem aí, mas por dentro o coração já batia descompassado. Caralhø… como esse homem tinha poder sobre mim. — Sumiu, hein, Pelé? — soltei, meio de marra. — Até parece que não tem mais ninguém pra trampar na boca nesse morro. Ele riu, limpando a boca com o guardanapo, e se inclinou mais pra perto. — Correria, princesa. Mas cê sabe… quando eu volto, é pra ficar na tua cola. Revirei os olhos, mas não deu pra segurar o sorriso. Safadø. Ele sabia exatamente como me pegar.

