18- DANTE

1000 Palavras

CAPÍTULO 17 DANTE NARRANDO Subi na moral, sem pressa. A moto rugindo baixo debaixo de mim, o vento cortando o rosto e o sol morrendo atrás dos barracos. O cemitério ficava no topo do morro, quase escondido entre as vielas e o mato crescido. Lugar onde ninguém gosta de ir… mas que todo mundo acaba chegando um dia. Parei do outro lado da rua. Desliguei o motor, encostei os dois pés no chão e fiquei ali… só observando. Tava tendo enterro. Pequeno, simples, silencioso. Mas a dor ali… dava pra sentir de longe. Daquelas que pesa o ar. Que cala o morro. Que corta mais que tiro. Foi aí que eu vi ela. Na beirada do buraco, com os olhos vermelhos, o rosto abatido, mas ainda assim… bonita pra caralhø. A mina parecia feita de dor e força ao mesmo tempo. De costas retas, mas por dentro desaband

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