CAPÍTULO 131 CAROL NARRANDO A gente entrou em casa, e o Dante jogou as sacolas no sofá com aquele jeito bruto que só ele tinha, mas ao mesmo tempo olhou pra mim como se tivesse segurando fogo na mão. Eu fiquei parada, nervosa, mordendo o canto da boca, enquanto ele me encarava com aquele olhar escuro que parecia atravessar minha pele. — Abre logo aí, pequena. Quero ver o que tu comprou. — ele falou, sério, mas com aquele sorriso de canto escondido. Ri baixinho, tentando disfarçar o nervosismo, e comecei a tirar as peças das sacolas. Primeiro os vestidos. Segurei um vermelho colado no corpo e mostrei pra ele. Os olhos dele brilharam na mesma hora. — Caralhø… — ele murmurou, passando a mão pela boca. — Vai acabar comigo nesse baile. Depois puxei o conjunto preto, saia de couro e top de

