CAPÍTULO 111 CAROL NARRANDO Eu não sabia nem respirar direito. Minhas mãos ainda estavam molhadas da pia, mas o corpo parecia congelado. O silêncio dele pesava mais do que qualquer barulho do morro lá fora. O nome dela rodava na minha cabeça sem parar: Laura. E agora isso. Um filho. Quinze anos. Olhei pra ele, sentindo meu coração apertar de um jeito que doía. A boca abriu, mas as palavras não queriam sair. Só depois de alguns segundos, quando a coragem se misturou com o medo, consegui soltar a pergunta que martelava na minha mente. — E… se for verdade, Dante? — minha voz saiu baixa, quase um fio. — Se esse menino for mesmo teu filho… como vai ser a gente? Ele fechou os olhos por um instante, respirando fundo, e depois me encarou de novo. O olhar dele tava carregado, escuro, como se t

