CAPÍTULO 217 DANTE NARRANDO A voz dela ficou ecoando na minha cabeça: – Eu tô grávida. Senti meu corpo travar. Não consegui falar nada. Só fiquei olhando pra Carol, o rosto molhado de lágrima, a bolsa apertada contra o peito como se fosse escudo. Mas parecia que o mundo ao redor tinha desligado — o barulho da boca, os passos dos menor, até o som do meu próprio coração parecia distante. Minha mente foi longe, como se tivesse saído da sala. Grávida. A palavra rodava sem parar, pesando mais que qualquer fuzil que eu já carreguei na vida. Eu sempre falei que não era hora, que ainda tinha muito corre pra resolver, guerra pra segurar, gente pra proteger. Sempre me coloquei como o cara no controle, o chefe que decide tudo. Mas ali, diante dela, eu me senti sem chão. Olhei nos olhos dela e

