77- DANTE

1129 Palavras

CAPÍTULO 77 DANTE NARRANDO O baile já tinha voltado pro pique depois do meu recado no microfone, mas dentro de mim nada tinha voltado ao normal. A raiva ainda queimava no peito, e o sangue latejava nas têmporas. Eu tava com o copo de whisky na mão, mas nem lembrava do gosto, só da cena daquele verme botando a mão na minha pequena. Encostei de novo na grade do camarote, puxei o ar pesado do baile, mas meus olhos não desgrudavam dela. A Carol. Ela tava do lado da Cris, meio sem jeito, segurando o copo com as duas mãos, tentando fingir que nada tinha acontecido. Mas eu via o tremor nos dedos, via o jeito que ela mordia o lábio, disfarçando nervoso. E, porrä, isso só me deixava mais pilhado. — Dante, tu causou, hein. — o Pelé falou do meu lado, rindo, levantando o copo. — Agora geral sabe

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