CAPÍTULO 33 CAROL NARRANDO Eu fiquei ali… parada no meio do quarto, olhando cada canto como se estivesse em outro planeta. As sacolas jogadas na cama, o closet aberto com cabides vazios esperando por mim, e o cheiro daquele quarto novo que ainda não tinha minha alma, mas já era meu lugar. Meu quarto. Minha casa. Foi isso que ele disse. Mas como é que a gente aprende a se sentir em casa… quando nunca teve uma? Sentei na beira da cama, passei a mão pelo edredom macio, encostei a caixinha com as fotos da minha mãe no colo e suspirei. Eu tava cansada. Cansada de correr, de fingir que tava tudo bem, de engolir a dor como se fosse rotina. Mas ao mesmo tempo… Tinha alguma coisa ali. Um tipo de segurança que eu nunca tinha sentido. Um cuidado silencioso, bruto, mas verdadeiro. Levantei e

