CAPÍTULO 63 CAROL NARRANDO Ele ficou parado no meio do quarto, os olhos grudados em mim, e disse firme: — A gente tem que falar. Balancei a cabeça na hora, levantando da cama, ainda segurando o lençol contra o peito. — Eu não quero conversar agora, Dante. — respondi, tentando manter a voz firme, mesmo com o coração acelerado. Ele respirou fundo, passou a mão no rosto como se estivesse lutando com ele mesmo, e depois falou mais baixo, quase num tom cansado: — Não é briga que eu quero… eu só queria te pedir desculpa. Travei. Não esperava ouvir aquilo. Cruzei os braços, sem acreditar. — Desculpa? — repeti, arqueando a sobrancelha. — Depois de tudo, é só isso que tu tem pra dizer? Ele se aproximou um pouco, devagar, como se não quisesse me assustar. — Pelo beijo de ontem. — disse fi

