16 capítulo

1323 Palavras
Lorrayne narrando... Descemos do carro e tinha alguns homens na entrada da favela, aqui me assustou bastante até porque eu nunca tinha ido a uma favela não tenho nada contra mais não gosto não é um ambiente que me agrada. Só tem um porém é o único lugar que eu tenho pra ir não posso reclamar e nem demonstrar para o senhor Antônio que eu estou completamente desapontada com o lugar que ele me trouxe pra morar . XXX: Fala seu Antônio, quem é essa aí com o senhor ? Antônio: Boa noite João, essa aqui é minha sobrinha, estava dando muito trabalho pra mãe dela então decidi trazer ela pra passar alguns dias comigo. JP: Pó seu Antônio ela tava dando problema e o senhor resolveu trazer ela logo pra cá ? Tu é corajoso . Mais aí vou passar a visão pro chefe espera um pouco aí . Antônio: Tá meu filho . Radinho ... JP: Ae chefe desculpa o incomodo mais tem gente nova aqui na barreira. Lucas: Como assim ? É homem ou mulher sabe o nome ? Veio em nome de quem ? JP: É a sobrinha do seu Antônio dono do barzinho, ele tá aqui com ela, não quis correr o risco de deixar subir sem antes passar a visão. Lucas: Tô ligado, aí tu fez o certo, mais o seu Antônio é firmeza se ele disse que é a sobrinha então pode liberar. Avisa ele que amanhã colo no bar dele pra saber essa história direito . JP: Jae chefe. Fim da conversa. JP: Ae seu Antônio Lucas passou a visão e falou que vocês pode subir, mais que amanhã ele passa no bar pra trocar uma ideia com tigo . Antônio : Como assim o Lucas ? Cadê o Sombra ? -Digo falando baixo somente pra ele ouvir JP: O chefe precisou sair por uns dias mais tá tudo de boa . Antônio: Há sim . Então boa noite a todos . Vamos subir minha querida . Lorrayne: Claro Começo a subir e observar aqueles homens com armas em volta do seu corpo, definitivamente não sei como vai ser minha convivência nesse lugar eu não estou me sentindo bem aqui , não quero ficar aqui por muito tempo . Subimos um morro que era tão alto que eu tive a certeza que eu estava sendo uma pessoa sedentária eu fiquei de boca aberta com o seu Antônio, ele subia tranquilamente, estava um silêncio pavoroso então decidi começar a puxar assunto com o seu Antônio novamente . Lorrayne: Tem muito tempo que o senhor mora aqui ? Antônio: Tem sim, tem mais de 20 anos . Lorrayne: Nossa como o senhor aguenta ? Nunca teve vontade de se mudar ? Seu Antônio parou e olhou pra mim , tá eu sei que da forma que eu falei pode ter parecido que eu estava sendo grosa, mais o seu Antônio não pare e ter uma vida financeira r**m daria pra ele sair daqui tranquilamente . Antônio: Não eu nunca tive vontade de sair daqui, você pode não acreditar mais aqui na comunidade se tem respeito uns com os outros, claro que tem mortes drogas e tudo mais só que aqui na favela não é como os outros de fora pensa,aqui não se tem só fome, miséria ou só sofrimento, temos momentos bons aqui nos tentamos ajudar um ao outro respeitamos o espeço de cda um. E assim vivemos cada dia . Lorrayne: Me desculpe eu acho que me interpretei m*l, não foi nesse sentido que eu quis dizer . Antônio: Você nao foi nascida e nem criada numa favela e por isso você tem a mesma visão de outras pessoas que também não foram, e tá tudo bem afinal não poder julgar só pelas aparências . Você vai ficar aqui por um tempo e vai ver como é . Lorrayne: Mais uma vez muito obrigado. Seu Antônio somente olha pra mim e balança a cabeça . Chegamos na casa do seu Antônio e até que é bonita, não é um casarão enorme e simples mais muito arrumada e organizada. Antônio: Pode ficar a vontade , o seu quarto é naquela porta a direita, e um pouco mais a frente tem o banheiro . Bom eu não tenho nenhuma roupa de mulher aqui na minha casa mais vou ver se arrumo alguma coisa pra você se banhar e trocar de roupa . Lorrayne: Seu Antônio não sei como agradecer o senhor por tudo que tem feito por mim . Muito obrigado mesmo . Antônio: Não me agradeça,agora vai lá conhecer o seu quarto . Fiz como ele falou o quarto era bonito as paredes branca uma cama de solteiro com um guarda roupa pequeno e uma escrivaninha . Só me falta as roupas pra colocar no armario kkkk. Não demorou muito e o Seu Antônio bateu na porta . Lorrayne: Pode entrar ! Antônio: Eu estava mechendo no meu armário e lembrei que tinha esse vestido guardado . Fiquei curiosa ele não parecia morar com nenhuma mulher como teria esse vestido ? Lorrayne: Muito obrigado, má de quem é seu Antônio ? Antônio: foi de uma pessoa muito especial pra mim, mais se não se importa eu não queria falar sobre isso . Lorrayne:Me desculpe não quis ser indelicada . Posso tomar um banho ? Antônio: Claro tem toalhas no seu armário, pode ficar a vontade a casa é sua . Lorrayne: Muito obrigado , então eu vou indo . Peguei a toalha e fui para o banheiro, tirei minha roupa abri o chuveiro fazendo com que a água morna caísse no meu corpo, automaticamente os pensamentos vem já minha cabeça. Como vai ser daqui pra frente ? Eu não falei pro seu Antônio que eu estou grávida, e se ele souber e querer me expulsar , não posso deixar ele saber por agora, nem ele nem ninguém . Começo a passar a mão na minha barriga e ainda não vejo diferença nenhuma, vou usar isso ao meu favor. Tenho que me organizar e procurar um médico pra saber como meu bebê está, eu preciso arrumar um telefone , pois até isso levaram de mim quando fui assaltada . Fujo dos meus pensamentos com um cheiro forte vindo do chuveiro, desligo rapidamente e me enrrolo na toalha e me afasto . Não estou acreditando que nem um banho digno eu consigo tomar, porque meu Deus eu vim parar nesse lugar horroroso ? Vejo que minhas perguntas não tem respostas então decido me secar e vestir o vestido, que me deixou com cara de velha com 50 anos . Saio do banheiro e o seu Antônio já não estava mais na sala deve ter ido dormir, afinal ele é um senhor bem de idade não pode passar por emoções tão fortes . Vou para o meu quarto e me deito na cama, eu estava tão cansada que não demorou muito pra pegar no sono profundamente . Antônio narrando ... Saio da sala e vou para o meu quarto, sei que se muitos soubesse do que eu fiz diria que eu estaria doido de ter abrigado uma pessoa sem conhecer e nas circunstâncias na qual eu achei a Lorrayne. Mais eu não sei alguma coisa me incomodou pra poder ajudar aquela menina, vejo no seu olhar o seu sofrimento, eu sou um homem sozinho e não me custa ajudar uma menina que está tão perdida e sem direção na vida. Espero muito que a Lorrayne não me decepcione pois estou confiando nela . Oiê lindezas, o seu Antônio é tão fofo né , mais cá pra nós a Lorrayne também tá escolhendo demais, ela agradece mais também não para de reclamar e coloca defeito nas coisas . Oque será que a Lorrayne vai fazer, como será o primeiro dia dela na favela ? Será que ela vai ser bem aceita pelos moradores ? Me conta nós comentários minhas amoras ????
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR