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1612 Palavras

Ária Sinclair O ar fresco do lado de fora do restaurante me atinge trazendo um pequeno alívio. Respiro fundo, tentando acalmar o tumulto que se forma no meu peitö. As palmas das minhas mãos estão suadas, os dedos ainda trêmulos e a minha garganta, apertada. Odeio me sentir assim e além da raiva, eu me sinto uma idiotä. Uma completa idiotä! Pelo jeito, estar com Dante Baldoni é ter que engolir isso e fingir demência. Mas não dá. Os risos, o oferecimento dela, os toques insistentes no braço dele, depois no ombro, como se estivessem sozinhos ali. O modo como ela o olhava, como se eu nem estivesse ali. Como se eu fosse... invisível. Foi uma afronta. E ele, sentado ali, tentando manter a compostura e se fazendo de cego. Tentando não ser rude, eu sei. Mas, caramba, ele poderia ter feito a

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