Capítulo 5

2912 Palavras
Amber Lopez Tentando transparecer calma atravessei o gramado rígida, ignorando Demétrio que parou a poucos metros da porta do casarão, esperando-me quem sabe para me esmagar novamente com seu corpo e tentar me seduzir. Indignada pelos seus atos, busquei me concentrar no que sentia neste momento, para por fim ter paz absoluta em meu corpo, minha pele estava quente, meu coração ainda batia acelerado, somente minha respiração estava regular. Evitei encará-lo. — Amber! — mamãe vem em meu encontro quando passo pela porta, Demétrio ousou tocar em meu cabelo, senti a leve pressão de seus dedos grossos. — Finalmente. Estava lhe procurando, preciso que .. Elle cessou sua fala ao ver Demétrio surgir em seu campo de vista. Ela alternou seus olhos bisbilhoteiros em meu corpo e no dele, sua camisa social branca estava úmida, por ter me agarrado. Estreitando os olhos para mim, movi meus ombros negando o que passava pela sua cabeça. — O que dizia, Elle? Demétrio indagou interessado, Elle despertou do seu devaneio mais que certeiro a nosso respeito. — Preciso que Amber vá a cidade — diz ela, franzi o cenho sem achar qualquer motivo para sair. — Fazer o quê mãe? — pergunto. — Coisas de mulher, filha. Não me obrigue a dizer na frente de um homem. Somente Elle riu do que falara. Percebendo então, que era algo a respeito dos seus planos, Anália está grávida, eu não estou em meus dias. Revirei discretamente meus olhos, por acabar me envolvendo nessa mentira. — Beto a levará! Demétrio deliberou, deixando-nos a sós. Quiz retrucar por sua opressidade como se regesse o mundo e todos os habitantes. — O que vem acontecendo entre vocês? Intrigou Elle fixando seus olhos em minhas feições, tinha certeza que ela conseguia ver claramente minha raiva. — Absolutamente nada, mãe! Elle não ficou convencida da minha resposta, mas se atentou ao seu plano. — Vá a farmácia, compre dois testes de gravidez. Não.. Tem que ser mais testes… Diz ela ansiosa decidindo. — A senhora tem dinheiro? — Não, tenho certeza que você tem alguma coisa escondida, Amber. Dê o seu jeito, pelo menos ajude nisso. Suspirei alto, com os nervos irritados. Raramente me estressava, sempre fui paciente, entretanto, hoje está sendo um péssimo dia, e meu bom humor voou para os ares. ××× ××× Beto dirigia silenciosamente ao meu lado, Liz estava no banco de trás feito uma coronela destacada pela sua expressão séria internamente sedutora. — Porque estão assim? Decidir perguntar, quem melhor que eles para me distrair dos pensamentos frustrantes. — Assim como, Amber? Liz perguntou, direcionando seus olhos para mim. — Silenciosos. Estão estranhos, pensei que tivéssemos nos tornado amigos. — Não é nada com você, Amber … Beto interrompeu Liz. — Tem haver sim com você, Amber, e nosso chefe. Depois daquele clima ardente entre vocês dois na trilha, pensamos que queria silêncio para esclarecer melhor sua mente. Liz socou o braço a qual Beto fazia gestos ao basicamente me informar que viram a cena constrangedora entre mim e o chefe deles. Beto grunhiu irritado pelo golpe recebido. — Estavam lá? — interpelo incrédula. — Desculpa, Amber. Para onde Demétrio vai é nosso dever sondá-lo. Nós não vimos quase nada. Liz se explica tão envergonhada quanto eu neste momento. — Eu vi muito bem! Rapaz, se cedesse naquele instante, Amber, com todo respeito, seria fodida naquele tronco próximo a trilha do lado esquerdo…. — c*****o, Beto! Cala a boca! Alterou-se Liz olhando-me preocupada. Por mais que quisesse me enterrar ou me jogar desse carro, não pude ignorar o humor de Beto e a risada que se acumulava na minha garganta. Tampei minha boca com as mãos e me entreguei ao riso, deixando-os confusos se ria ou chorava. Arreliados, Beto parou o carro, a mão dele puxou com cuidado as minhas, constando que eu ria da situação. — Ela está rindo, Liz — revelou, acompanhando-me. — Você me fez pensar que perderia minha vida hoje, Amber. Virei para ele sem compreender, e discernir se estava brincando. — Já falou outra m***a. Murmurou Liz a única que permaneceu séria. — Quem poderia tirar sua vida, Beto? Ele ponderou encarando o volante. — É apenas uma expressão, Amber. Estamos encarregados de levá-la e trazê-la para casa em segurança. Ordens do chefe. Balancei a cabeça entendendo. — Por favor! Não pensem que sou uma qualquer, Demétrio, o chefe de vocês está me … — Não precisa dar explicações para nós, Amber, não pensamos nada a seu respeito, além de que é uma mulher de bom coração. Liz pressagia com esmero, amenizando minha vergonha. — Na verdade eu queria saber como está resistindo a Demétrio Peterson, isso é um mistério para mim — Beto julga curioso. — Você é uma b***a, Beto. Deixe de ser fofoqueiro, curioso seja lá o que for, pare de constrangê-la! — Não, tudo bem! — rir, amenizando a revolta de Liz, parecia que ela queria m***r Beto, o que era engraçado. — Demétrio é um charlatão, sedutor barato. m*l nos conhecemos e ele está dando suas invertidas tentadoras. Pelo o que sei ele vai casar com minha irmã. Isso torna ele um completo canalha. — Não é exatamente assim, Amber … — Uum! Liz opinando sobre a vida… — Cala a boca, Beto! Não me atenho ao que Liz diria a respeito do seu chefe. Não posso entregar meu juízo aos desejos da minha carne, e ouvi-la pode somente aguçar o fogo que queima minhas veias pelo Demétrio. — Parem de brigar! Isso é besteira. Me perdoem mas não quero saber do chefe de vocês. — Como quiser, Amber. Liz compreendeu minha escolha. Entretanto Beto, questionou-me num olhar irônico, era difícil ficar séria diante da sua face tão bonita com expressão humorada. — Ainda não fiz nada, e você já está reclamando! Beto imita um tom grosso, confundindo-me por uns segundos até recordar que essa frase fora dita por Demétrio. Subitamente lhe dei um t**a por sua gracinha. — Não seja i****a, Beto — repreendo-o. Liz estava alheia ao que acontecia, a mesma de fato não prestou atenção ao momento inusitado com Demétrio na trilha. — Desculpa, Amber. Pediu ele ficando sério, após rir da minha expressão. O decorrer do caminho foi silencioso, mas agradável. Observei o olhar de Liz em Beto enquanto ele dirigia, seu olhar era curioso até mesmo admirado. Inclinei meu rosto para o lado encarando-a, a mesma percebendo minha atenção desviou seus olhos dele, ficando desconcertada. Beto estava desatento a nós, mostrei um pequeno sorriso para ela e não a denunciei. ××× ××× EM FRENTE A FARMÁCIA.. — Não é preciso me acompanhar, Liz. A empeço de sair do carro, Beto e ela trocam olhares. — Serei rápida. Me esperem aqui! Distanciei-me do carro, entrei na farmácia. Fui diretamente para a área onde ficavam os testes, perdi-me sobre qual deveria comprar, não tinha conhecimento de qual era o mais confiável, mas recordando que Analia tinha mais que certeza da gravidez, qualquer um serviria. Ao ver Liz sair do carro, peguei uma da caixa azul e corri para o caixa, fazendo o pagamento, peguei o pequeno objeto e escondi entre meus s***s. Caminhei nervosa em direção ao carro, Liz me olhava atentamente, mas não indagou sobre nada, porém imaginava sua desconfiança, por ser esperta. — Disse que ia ser rápido — digo. — Não tinha o que precisava? — Beto perguntou imparcial, ligando o carro. — Sim, tinha. Mas… — Já disse que não precisa ficar explicando as coisas para nós, Amber. Interferiu Liz. Com minha missão bem-sucedida voltamos para casa. ××× ××× Entreguei para Anália o teste, ainda ouvir reclamações de Elle por ter comprado somente um. Dinheiro e juízo me faltavam nesses dias atormentadores. Não esbarrei com Demétrio, o que agradeci pelo "livramento" Questiono-me sobre quando irá pedir de uma vez a mão de Anália, o quero longe desta casa, ele é um perigo, mesmo discordando dos planos de Elle, sei que é o único jeito para manter pelo menos este lugar, o qual era especial não só para mim como para meu pai. Demétrio é um canalha sedutor que muito estima meu corpo a pecar em seus braços, faz-me imaginar como é beijar sua boca, tocar em seu corpo bem-composto, descobrir o que faria comigo na cama. Meu ventre fervilha enquanto divago nesses pensamentos pecaminosos. Dispo-me ao entrar no quarto que pertencia ao meu pai, onde Demétrio dormiu, tranquei a porta para minha segurança. Pelo menos hoje queria dormir em uma cama confortável, não me sujeitaria a passar mais uma noite no antigo quarto dos empregados. Que Demétrio dê seu jeito, que durma em outro lugar, seus créditos acabaram comigo. Homem abusado! Permito-me relaxar na água que cai sobre meu corpo, lágrimas inundam meu rosto, misturando-se com as gotas da água da chuveiro. A dor sempre assola quando sozinhos, um pequeno arrependimento paira em mim, por não ter ido ver uma última vez meu pai. Enxugo-me no automático com os olhos perdidos em boas lembranças, saí do banheiro inerte ao que há à minha volta, minha ideia era de me jogar na cama e dormir para aliviar um pouco a dor. Mas, ao recobrar a consciência presente, em meus olhos molduram o perfeito vislumbre de Demétrio em pé próximo a cama. — Mas, o que faz aqui, Demétrio? — exasperei. — É meu quarto — retruca, concentrando seus olhos em meu rosto. — Não é mais. Procure outro lugar — digo. Caminho até a porta com a intenção de abri-la, mas está trancada. Suspiro. — Permanecerei aqui, Amber — diz irredutível. Percebera sua intenção, ele quer que eu discuta, contrarie sua decisão. — Tudo bem, fique. Girei meus calcanhares, subitamente assustei-me por tê-lo perto do meu corpo. Meu coração acelerou rapidamente, seus olhos avaliaram-me curiosos. — Demétrio, tenha respeito, estou de toalha. — Consigo ver isso, Amber. — Então, por favor saia, para que eu me vista e o deixe no seu quarto. Parecendo não me ouvir, Demétrio empurrou-me delicado para que encostasse na porta, seus olhos não desceram até o momento para meu corpo. Seus dedos alcançaram meu rosto molhado pelas lágrimas. — Chorava pelo seu pai? — indagou enxugando meu rosto. Somente balancei minha cabeça afirmando, outras lágrimas desceram pelo meu rosto. — Preciso me recompor, se Elle me ver com os olhos inchados, implicará comigo. Infelizmente não consigo controlar quando estou sozinha. — Eu sei que vai seguir sua vida, quando estiver preparada. Ainda está recente, Amber, tem que sentir essa dor, e colocá-la para fora. Não se reprima. Demétrio segurou meu rosto, encarando-me com ternura, aquilo não combinava com ele, pois sua postura de macho Alpha emanava naturalmente, não parecia ter espaço para sentimentalismo. Ouvir suas palavras a qual para mim foram de compreensão de ser normal sofrer, chorar por quem partiu. Diferente da atitude de Elle, que não me consolou. O que ainda estava entalado dentro de mim, saiu pela minha garganta quase como um grito abafado, Demétrio abraçou-me forte como um perfeito herói salvando-me de passar por aquele momento aflitivo sozinha. Aproveitei sua "hospitalidade" e chorei tudo que tinha para chorar, até sentir dores em minha cabeça. — Devo estar h******l — murmuro após os longos minutos em seus braços. — Sinto meus olhos super inchados. — Deixe-me ver! — diz ele. Ele encurtou a distância que acabara de colocar entre nós, passou sua mão pela minha nuca, aproximando sua face da minha. — Esse inchaço ainda me permite ver o brilho de seus olhos, és uma espécie única, Amber. Se usasse a expressão " Linda " reviraria os olhos pela genuína repetição ouvida pelos homens. "Espécie única" isso me fora novo para meus ouvidos que apreciaram a pequena frase. Demétrio transmitia tamanha sinceridade, e lubricidade, receio não estar indiferente a isto, ao desejo. Envolvida pelo súbito clima ardente que transpassaram pela nossa respiração ofegante, Demétrio aderiu seus lábios aos meus com volúpia, segurando firme meu rosto, anelava por esse experimento explosivo, pois fora similar a uma bomba que meu corpo reagiu. Engranzei minha língua dentro da sua boca, encontrando com a sua, um beijo incomparável. Gif As mãos dele prenderam minha cintura, alternando-as em minhas costas e nuca, aprofundando o beijo tornando-se lascivo, seguidamente fora movendo nossos corpos para perto da cama. Ao passar com sua mão pela toalha com desígnio de tirá-la, desunir nossos lábios que ele relutante fincou seus dentes delicadamente logo finalizando com uma chupada que estremeceu meu interior. — Amber — mussitou abastoso. Coloquei a mão em meu peito, ofegante, quente de desejo por Demétrio que voltara a me atacar, empurrando-me na cama. Ele se livrou da sua camisa, as palavras fugiram da minha mente que se concentrou em sua estrutura sexy. Demétrio, percebendo meu olhar, desabotoou apenas um botão da sua calça, atraindo minha atenção para uns centímetros mais abaixo, rapidamente desviei do volume no tecido, e encarei seus olhos misteriosos. Colocando-se sobre meu corpo magro, virou meu rosto para o lado e inclinou sua boca na região da minha garganta, paralisando meu corpo por alguns segundos, pelos tremores que começara a sentir. Ele trajetou com a língua pela minha clavícula, ficando somente nessas duas partes sensíveis. Fechei meus olhos divagando na névoa das sensações da minha carne. — Não, não.. eu não posso! Segurei sua cabeça, suas mãos tão rapidamente havia encontrado meus s***s, por mais delicioso que estivesse aquele momento não deveria em hipótese alguma me entregar a um desconhecido, que minha irmã pretendia casar. — Por que não, Amber? — permitiu que eu me levantasse da cama, ele sentou na mesma irritado. — Não casarei com Anália! Se é isso que a impede de prosseguir…. Aquela me era uma importante informação, e ruindade para os planos. — Não é só por isso — engatei. — Fábio? Ele é o motivo da sua relutância? — Sim, Demétrio. Mas, é por mim também, m*l nos conhecemos e não podemos t*****r, isso é um absurdo, tem compromisso com minha irmã, e eu definitivamente não quero. Demétrio ergueu-se da cama, automaticamente recuei um passo. — Você não me quer, Amber? — indagou sem humor, pelo seu tom percebia sua raiva pelas minhas desculpas. — Permita-me tirar essa toalha, e chupa-la todinha, quero ter certeza se não me quer, que sua b****a não está piscando de desejo por mim neste exato momento. Deixa, Amber? Meu rosto esquentou de vergonha, pela verdade que recitava, minha v****a estava numa completa loucura, batendo feito meu coração. — Por favor me deixe! — pedir entorpecida, sem permitir que me tocasse. — Quero me vestir. Demétrio ficou em silêncio, deixando-me um pouco amedrontada, pelo seu olhar abaçanado. Parecia planear algo, e era referivel mim. — Esse quarto é meu, Amber, temporário mas é meu — diz ele finalmente. — Não sairei, sinta-se à vontade para se vestir. Respirei fundo, engolindo minha raiva se permanecesse no mesmo lugar que ele, não conseguiria escapar. — Abra a porta para que eu saia, Demétrio! — Faça isso aqui, Amber. Agora estava sendo arrogante, sem se importar com meus motivos, desrespeitando minha vontade. — Por favor, deixe-me ir! — supliquei. Talvez compadecido pelo meu tom de voz frágil, andou até a porta abrindo-a, mas mesmo com seu gesto cavaleiro neste momento, sentia grande tensão de seus olhos, como se dissessem-me que na próxima vez não me deixaria. ××× ××× Vestida e pouco calma pelo recém acontecimento, concentrava-me na comida em meu prato. Fui obrigada a jantar na mesa com eles, a única que não estava presente era Anália, ela não passou bem. — Beto e Liz não podem jantar conosco? Ambos estavam em pé nas laterais da sala de jantar. Incomodava-me vê-los assim, somente nos assistindo jantar. — Ele comeram depois, Amber — diz Elle. Demétrio permaneceu em silêncio, seus olhos altivos concentravam-me em mim, mas em nenhum momento o correspondi. Finalmente Anália apareceu, notei sua expressão, por conhecê-la imaginara que não estava muito bem, mas duvido que os demais discerniriam isso por ela ser sempre espontânea. Subitamente me levantei indo ao seu encontro, quando ela tropeçara nos próprios pés, indo ao chão deixando as coisas da sua bolsa cair. Não compreendia sua obsessão em usar bolsa no momento do jantar. Elle levantou-se para ajudá-la também, Demétrio por outro lado ficou despreocupado em seu lugar. Anália riu dela mesma. Beto se habilitou em juntar os pertences que estavam na bolsa, para nosso completo desespero, o teste já usado estava entre os utensílios, agora na mão de Beto que rapidamente mostrou para Demétrio. — A quem pertence isso? Demétrio inquiriu invocado encarando Anália. Os planos viriam a acabar, mas Elle astuta surpreendeu a todos, especialmente a mim dizendo. — Quando pretendia nos contar que Amber estava grávida, Anália? — ela questionou falsamente mostrando susto. Abrir a boca. — Ela pediu segredo, mãe — Anália entrou em seu jogo mentiroso. Demétrio, Beto e Liz olharam-me céticos. Preparei-me para desmenti-las, mas Anália suplicou silenciosamente para que não o fizesse. — Estar grávida, Amber? O tom de voz duro de Demétrio me fez tremer, seu desagrado não passou despercebido por Anália que estreitou os olhos, fitando o chão desanimada por perceber que Demétrio tinha interesse em mim. Decidida a corresponder a expectativa de Elle e Anália que depois dariam um jeito de mudar isso, disse. — Sim, estou grávida! Nunca falara uma frase tão mentirosa quanto essa, assim como arrependimento tão repentino quanto o de agora após afirmar.
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