Capítulo 13

2205 Palavras
— Sina, essa é Any Gabrielly, minha esposa. — ele sorriu. Joshua rolou os olhos e Sina a encarou e abriu um sorrisinho. — Oi! — estendeu a mão, educadamente. — Como vai? — Any apertou sua mão, sem muita vontade. — Muito bem. — soltou e arrumou sua bolsa. — Sua mulher é linda, Noah. — comentou olhando-a de cima abaixo. — Eu sei disso. — ele acariciou a cintura de Any. Joshua teve vontade de vomitar. — Eu acho melhor eu voltar para a minha sala. — ele disse, já de saco cheio de Noah. — Posso acompanhá-lo? — Sina se ofereceu, com um sorriso saliente. Any cerrou os punhos, mulherzinha vagabunda, v***a, insolente! — Eu vou subir. — ele apontou para cima. — Não tem problema, é bom que eu já conheço a sala do meu futuro chefe. — piscou insinuante. O loiro encarou Any, que mordia o lábio, visivelmente incomodada. Ele teve vontade de rir. — Já que insiste. — ele deu de ombros e estendeu a mão para ela. — Então até mais Noah! — ela deu dois beijinhos no loiro. — Não fique com ciúmes Any. — disse rindo e dando um beijinho na cacheada. — Seu marido é um gato, mas eu não pego homens casados. — piscou para Joshua. — Adorei conhecê-la querida! — Então até mais Noah. — ele disse ao amigo. — Tchau Any. — fez um biquinho disfarçado e saiu com aquela mulher agarrada nele. — Vadia... — cuspiu. — O que disse? — Noah perguntou. — Nada, vamos entrar logo. — ela disse com cara de poucos amigos entrando na sala dele. Noah estranhou um pouco, mas resolveu deixar quieto, entrou na sala junto dela. ¨¨¨¨ No dia seguinte, Any e Joshua estavam se bolando na cama dele, aos beijos. — Hm... — gemia, enquanto ele a penetrava sem dó. — Ai que delícia gato! — entrelaçou as pernas na cintura dele. Ele metia na garota sem nenhuma delicadeza, o que a fazia arfar de prazer, aquele homem era demais. Depois de alguns segundos, os dois gozam manhoso. — Ai como isso é bom. — ela sorriu deitando a cabeça no peito dele. — Você é incrível. — ele disse acariciando os cabelos dela, olhando para o teto. — E você é um touro. — arranhou de leve o peitoral masculino. — Nenhum homem me faz mulher como você. — levantou o rosto e ele capturou sua boca em um beijo molhado. Any levantou e pegou um cigarro, acendendo-o em seguida. — Noah é carinhosinho demais. — ela expeliu a fumaça. — Não quero que fale dele enquanto estiver na minha cama. — ele disse rouco, pegando o cigarro da mão dela e dando uma tragada longa. — Entendeu, petit ? — sussurrou no ouvido dela que sorriu. — Como quiser senhor ciúmes. — mordeu o lábio ao sentir que ele beijava suas costas. — Vou fingir que não vi aquela estagiária vagabunda dando em cima de você na minha cara. — Ela não sabe da gente. — ele continuou a fazer o que estava fazendo. — Pensei que estivesse mais interessada no Noah. — ele deu a indireta, com um sorriso no rosto. — Não fale bobagens. — apertou a bochecha dele com certa força, o que provocou uma caretinha de dor nele. — Sabe querido, tanto sexo me deixou com fome. — ela indagou, dando outra tragada no cigarro. — p***a Any, você estragou o meu clima. — ele reclamou. — Eu estava aqui todo concentrado te beijando e você vem me falar de comida? — coçou a nuca levantando. — Você queria t*****r de novo? — ela riu. — Quer me matar homem? Ele riu, enquanto vestia a cueca. — Vem. — estendeu sua mão pra ela. — Vamos pedir uma pizza enorme, minha babá está de folga. — Sua babá? — ela riu. — É... — ele a encarou. — Qual é a graça? — disse com cara de poucos amigos. — Não sabia que você tinha uma babázinha para trocar suas fraldinhas. — ela disse zombeteira. — Eu tenho. — disse entrando na brincadeira. — A Olga sempre troca minhas fraldinhas cagadas. — Ai Josh, isso é nojento. — fez uma careta e ele gargalhou. — Mas não vamos pedir pizza, eu vou fazer uma macarronada que eu aprendi quando estava na faculdade. — Estou começando a ficar com medo disso. — ele confessou. Any lhe deu um pedala e os dois riram. Ela vestiu uma camiseta e uma cueca boxer dele, que mais ficava parecendo um short nela e prendeu o cabelo em um r**o de cavalo. Os dois foram para a cozinha, ela catou todos os ingredientes e ele sentou no balcão, apenas observando-a, era linda, engraçada, boa de cama e ainda era metida a cozinheira. Ele não sabia o que estava acontecendo, mas aquela mulher era demais. — O que pensa que está fazendo? — ela indagou ao vê-lo sentado no balcão relaxadamente. — Estou observando você cozinhar. — ele disse obvio. — Ah bonitinho... — ela pôs a mão na cintura. — Tira essa b***a gorda daí e vem me ajudar logo! Acha que você vai ficar ai só de boa é? — Ah Any, eu não sei cozinhar. — ele fez um biquinho. — E quem perguntou? Você não vai cozinhar, vai me ajudar, é diferente. Abre essa lata de creme de leite. — apontou, enquanto cortava o filé.  Ele fez um biquinho, enquanto fazia o que ela pedia. Os dois cozinharam a macarronada em um clima bem descontraído, cantaram, deram beijos, mexeram o molho juntos, pareciam até um casal. Quando terminaram comeram e engataram uma conversa sobre futebol, coisa que o deixou bem espantado, não era muito comum ver mulheres que gostavam de futebol. Mas Any não era uma mulher comum, ela era única. ¨¨¨¨ Os dias foram se passando e a situação estava igual. Any e Joshua continuavam com a relação às escuras e se viam praticamente todos os dias e se falavam a todo o momento pelo telefone, tinham que admitir que aquela situação tinha saído do controle, ambos estavam muito envolvidos um com o outro. — Ok... Qual é o animal que faz sexo com as patas? — ela perguntou dando uma tragada no cigarro. — Sexo com as patas? — ele disse confuso. — Não sei amor, não faço ideia. O macaco? — chutou e ela riu. — Macaco, Josh? — negou com a cabeça. — É claro que não, querido. — beijou o peitoral desnudo dele. — Então qual é? — O pato pegador. — ela danou-se a rir. Ele bufou com um risinho. — Não acredito. — ele roubou o cigarro dela. — Que besteira, não acredito que não acertei. — bufou dando uma tragada. — Agora vê se você adivinha essa. Quem é que fez sexo com uma linda morena incansavelmente e está louquinho pra fazer de novo? — beijou os cabelos dela, que riu. — Hein? — Um tarado... — ela respondeu dengosa enquanto ele a virava e a beijava nos lábios, Any se sentia incendiar quando ele a beijava daquele jeito. Ele desceu os lábios pelo pescoço dela, e acariciou sua coxa levantando de leve o lençol que cobria o corpo dela. — Te quero. — ele sussurrou ficando entre as pernas dela. — Eu também. — ela gemeu, acariciando os cabelos do loiro. Ele a penetrou de novo, dessa vez com delicadeza, fazendo-a gritar de prazer, ele começou a estoca-la sem pressa, apenas queria senti-la, aquelas sensações o deixavam atordoado, sentiu necessidade de aumentar o ritmo e assim o fez. A segurou pelo bumbum e começou a estocá-la com força, Any enlaçou as pernas ao redor da cintura dele a arranhou-lhe as costas. O celular da mulher começou a tocar insistentemente. — Não atende. — ele pediu sem parar de penetrá-la. Ela não disse nada segurou o rosto dele, enquanto se olhavam nos olhos, ela mordeu o lábio e gemeu atordoada. — Ai que gostoso. — ela murmurou apertando os lábios, tentando ignorar o toque irritante. — Não para. Joshua continuou a fazer o que fazia, ele não aguentava mais as ligações de Noah em momentos inoportunos como aqueles; não era a primeira vez que ele ligava enquanto transavam, sempre fazia isso. Parecia adivinhar que não queriam ser interrompidos naquele momento e fazia de propósito para atrapalhar. Depois de alguns minutos ele dá um urro e goza por fim, fazendo-a gozar também. Mas do que depressa ela levantou e pegou o celular que ainda tocava e atendeu. — Oi Noah. — ela foi pra varanda. Joshua vestiu a cueca, muito irritado e enciumado, foi para a sala e se serviu com uma dose de uísque, sentou no sofá tentando se encontrar, não estava mais aguentando aquela situação, tinha que dar um jeito de Any largar Noah logo. Não demorou muito e ela apareceu na sala. — Terminou de conversar com seu maridinho? — ele disse amargo. — Sim, ele ligou para perguntar a que horas eu chegaria em casa. Quer me levar ao cinema. — mordeu o lábio sentando ao lado dele. — Any, eu não aguento mais essa situação. — ele disse passando a mão no rosto. — Eu sei... — ela assentiu. — Você precisa se decidir, eu estou sentindo uma coisa muito forte por você, eu tenho certeza que não é só atração. — colocou o cabelo dela atrás da orelha. — Você quer ficar comigo ou não? — É claro que eu quero, mas tem que entender que não é tão fácil. — Não tem nada demais você chegar no cara e dizer que quer se separar, que não o ama mais o que for. — ele rebateu estático. Any o encarou e sorriu de leve, sabia que aquela situação não era nada boa, mas precisava de um tempo pra botar a cabeça no lugar. Ela não amava Noah, pelo menos não como homem. E também sabia que sentia algo muito forte por Joshua e era muito mais que uma simples atração carnal, mas precisava ver direito o que falaria, as coisas não podiam ser assim. — Gato, você sabe que o Noah é muito sensível. — ela passou a língua nos lábios. — Eu preciso de um tempo para resolver a situação! — Não, eu não quero mais esperar, você vai ter que fazer isso logo Any. — ele disse. — Eu estou falando sério, não aguento mais te dividir com ele, eu te quero só pra mim. — ele desabafou. — Você precisa entender... — ela foi interrompida por ele. — Não, eu não entendo. Eu não aceito mais essa situação, eu quero ficar com você a todo momento, sem precisar ficar inventando desculpas pra ele, não dá mais pra levar pra frente, não assim. Any respirou fundo, entendia o lado dele. — Tudo bem. — ela assentiu. — Amanhã mesmo eu vou conversar com ele. Não se preocupe. — deu um selinho demorado em Joshua que sorriu. — Mas você sabe que o meu casamento não vai acabar tão rápido como você quer, tem todo um processo. — tratou de explicar antes que ele surtasse outra vez. — Eu sei, eu só quero que você o deixe ciente de que você quer se separar, só isso que eu quero! — Any assentiu. — Você vai contar? Sobre nós dois? — ele perguntou. — Por que está perguntando? — Por que quando você for contar sobre nós eu quero estar junto. — ele acariciou as costas dela e ela assentiu. — Não quero que ele pense que eu estou me escondendo dele ou algo do tipo. — Ele não acharia, e de qualquer forma acho melhor você estar junto mesmo. — ela concordou. — Você é que sabe. — ela lhe deu um selinho e levantou. — Eu tenho que ir. — Não quer que eu vá te deixar? — Não, eu vim de carro. — ela disse voltando para o quarto, provavelmente estava vestindo sua roupa. Any se vestiu e se despediu dele, depois foi embora, estava exausta e trataria de dar um perdido em Noah com essa historia de cinema, afinal o dia seguinte seria longo e ela só queria dormir. Quando chegou em casa Noah estava no banho. — Noah! — Any chamou. — Fala. — ele respondeu lá de dentro. — Vamos deixar o cinema pra outro dia, sim querido? — ela perguntou, rogando para que ele concordasse. — Tudo bem. — ele deu de ombros e ela parou de ouvir o barulho da ducha. — Onde você estava? — saindo do banheiro enrolado em uma toalha. — Estava por aí... — piscou. — Sei. — ele deu um risinho. — Amanhã, antes de você sair para ir para a empresa, me acorda... — ela pediu. — Precisamos conversar. — Tudo bem. — ele se secou e se vestiu. Any tomou um banho demorado e caiu na cama, estava exausta. ¨¨¨¨ No dia seguinte, Any acordou cedo, olhou para o lado e arregalou os olhos ao ver que Noah já não estava mais na cama. Saiu e perguntou a Acássia onde ele estava.
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