— Sim Joalin, Joshua é o pai do bebê. — Any disse olhando a amiga pelo espelho enquanto passava um gloss. — Mas eu acho que ele ainda não sabe, ele pareceu bastante surpreso com a notícia.
— Mas por que você não conta?
— E de que vai adiantar? — ela rolou os olhos. — Ele está noivo e mesmo assim ele vai ficar com toda aquela chatice, dizendo que o bebê é do Noah e blá, eu tenho certeza.
— Pior que é verdade. — Joalin concordou se olhando no espelho. — Mas ele ficou muito admirado, e o que é aquela mulher falsa te dando os parabéns?
— Você viu? — Any riu.
Joalin negou com a cabeça com um risinho.
— Mas falando sério agora. O Noah está numa boa com você?
— Sim... — Any sorriu. — Noah é um anjinho sem asas, está me ajudando muito com o bebê e disse que cuidaria de nós dois muito bem, e é o que ele está fazendo.
— Que bom! — Joalin sorriu. — Realmente Noah é um cara muito gente boa. Você tirou a sorte grande por ter um amigo desses, marido, sei lá.
— Continua sendo marido, já que vamos adiar a o divórcio. — suspirou olhando as unhas. — Mas como sempre será só de aparência, você sabe da situação.
— Sei amiga. — Joalin assentiu guardando sua maquiagem no necessaire. — Mas vai dar tudo certo! — sorriu dando um abraço apertado na ruiva. — Vamos voltar pra lá?
Any assentiu, com um sorriso.
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No dia seguinte, Any e Noah estavam aproveitando a noite de sábado em casa, vendo filmes, jogando cartas e comendo pizza.
— Nossa, você rouba demais Any. — ele rolou os olhos.
— Essa é a desculpa que você me dá por ser um pato? — ela zombou pegando as fichinhas. Noah riu. — Embaralha. — entregou o baralho a ele, que começou a embaralhar.
— Você não achou o Josh um pouco estranho ontem? — ele perguntou.
— Achei, com essa história de casamento e tal... — ela deu de ombros, não queria pensar em Joshua, ele que ficasse com aquela p*****a e se fodesse bem fodido. — Eu não queria falar sobre isso querido. — ela suspirou. — Se importa?
— É claro que não. — ele sorriu de canto.
O telefone tocou, Noah ergueu a mão parar aparar e o atendeu.
— Alô.
— Noah? — Wendy disse do outro lado da linha, com uma voz chorosa.
— Mamãe? — ele perguntou confuso. — O que foi mãe?
— Noah, o seu pai teve outra crise... — a mulher fungou. — Estamos a caminho do hospital! Ele está muito mau meu filho.
— Se acalma mamãe. — pediu, ficando tenso. — Eu já estou chegando!
— Está bem querido. — ela desligou.
Noah levantou apressado, Any o olhou um pouco confusa.
— Noah, o que aconteceu? — ela perguntou, levantando também.
— Meu pai, teve outra crise. — ele disse entrando no quarto, com Any atrás dele. — Eu vou para o hospital agora.
— Eu vou com você! — ela disse prontamente.
— Tudo bem, mas tem que ser rápido.
Os dois se arrumaram prontamente e em questão de dez minutos estavam saindo de casa, rumo ao hospital.
Ao chegarem lá pedem informações e correm para a ala cardíaca, que era onde Marco estava, encontram Wendy e Marion ali, junto com Priscila a Silvio. A mulher chorava dolorosamente enquanto era consolada.
— Mamãe! — ele disse se aproximando.
Wendy se levantou e o abraçou com força. Noah suspirou, sabia que as coisas não estavam nada bem por ali.
— Onde está o papai? — ele perguntou.
A mulher não conseguia nem falar do tanto que chorava. Any passou a mão na nuca e a ajudou a sentar outra vez.
— Querido... — Priscila começou. — Você terá que ser forte. — ela pôs a mão no ombro dele.
— Ele morreu não foi? — Noah perguntou com a garganta seca.
— Infelizmente ele não resistiu. — Priscila disse. — Eu sinto muito.
Noah encostou-se a parede e o silêncio foi absoluto, só o que se escutava eram os soluços de Wendy. Any o abraçou com força, não era possível. Está certo que Marco vivia doente, mas ele adoecia direto e sempre se recuperava, ninguém estava esperando que ele morresse agora.
Demorou um pouco e por fim conseguiu ouvir os soluços de Noah, Marco nunca foi um pai muito presente, nem o pai que ele pedira a Deus para ter, mas era seu pai e ele sentiria muito a sua falta.
— Vai ficar tudo bem Noah. — ela sussurrou. — Eu estou aqui. — disse sentindo os olhos marejarem.
— Vou sentir falta dele, apesar de tudo. — Noah disse, já mais calmo.
— Eu sei querido... — ela disse ainda abraçada a ele. — O que o doutor disse? — ela perguntou aos pais.
— Ele já entrou enfartado. — Silvio disse. — Os médicos tentaram de tudo pra reanimá-lo, mas infelizmente, não teve jeito. — explicou.
Any suspirou pesadamente.
— Estamos esperando os documentos para a liberação do corpo. — Marion disse, enquanto consolava Wendy. — Minha irmã, vamos para casa, não tem nada mais para fazer aqui. A Priscila e o Silvio já disseram que vão resolver tudo.
Wendy só chorava.
— Mamãe, faça o que a tia Marion disse... Por favor. Não está fazendo nada bem para a senhora ficar aqui.
— Eu quero ficar! — ela disse firme.
Noah encarou a tia, como se dissesse que não tinha jeito. Ele sentou-se a passou a mão na cabeça, Any sentou ao seu lado.
— Any, se você quiser você pode ir para casa. — ele disse. — Você precisa descansar.
— Eu vou ficar aqui do seu lado, viu? — o abraçou pelo pescoço. — Não se preocupe, eu estou bem.
As horas foram se passando e nada de notícias sobre o corpo e sua liberação, Any já estava sentindo um pouco de vertigem e náusea, aquele cheiro de hospital estava lhe deixando muito enjoada.
— Eu vou ao banheiro. — ela disse com a mão na boca.
— Está tudo bem? — Noah perguntou.
— Enjoei, eu preciso vomitar. — ela disse entredentes e saiu apressada.
— Ela está dando muito trabalho com essa gravidez, certo? — Priscila disse, olhando a filha sair com um sorriso.
— Imagina. — sorriu de canto.
Any saiu do banheiro sentindo a cabeça rodar, estava enjoada demais e aquela tontura já estava começando a preocupá-la. Entrou na sala de espera completamente amarela e Noah estranhou.
— Any, o que foi? — se levantou e foi até ela.
— Nada. — ela negou caminhando, antes que sentasse pôs a mão na cabeça e desmaiou, só não caiu por que Noah a aparou e a segurou no colo.
— Oh meu Deus! — Priscila arregalou os olhos, com preocupação.
— Any! — disse saindo da sala com ela no colo. — Alguém me ajude! — ele berrou e logo uma enfermeira se aproximou.
— O que houve moço?
— Ela desmaiou... — ele disse, sentando com Any e batendo em seu rosto de leve. — Está esperando um bebê. — ele explicou e a enfermeira assentiu.
— Eu vou chamar ajuda!
Alguns segundos depois a enfermeira volta com mais duas mulheres, uma parecia ser a médica. Elas conseguiram acordar Any e a levaram para tomar um pouquinho de soro, pois estava um pouco anêmica, depois tiraram um pouco de seu sangue para fazerem alguns exames.
— Noah, eu já estou bem. — ela sorriu enquanto estava sentada no ambulatório tomando soro. — Não precisa se preocupar.
— Não tem problema Any. — ele suspirou. — Vou ficar aqui com você, até porque me parte o coração ver minha mãe chorar e sofrer assim e não poder fazer nada.
— Não fica assim chéri. Não há nada que o tempo não possa curar querido. — Any acariciou a barriga. — Tia Wendy vai superar.
— Eu sei, não posso mais fazer nada. Nada que eu fizer o trará de volta e chorar também não vai resolver.
Any sorriu e lhe deu um selinho, a doutora apareceu.
— Any. — ela se aproximou. — Você sabe que está com uma anemia séria não sabe?
— Eu tenho anemia desde criança. — ela explicou.
— Pois você vai ter que começar a controlar isso. — a doutora disse. — A sua gravidez depende disso e é arriscada. — explicou.
Any engoliu o seco.
— Eu posso perder o bebê, certo? — ela perguntou e a doutora assentiu.
— Certo, mas é só questão de cuidados, portanto eu vou te passar algumas vitaminas, que você vai ter que tomar três vezes ao dia. — anotando algo na prancheta. — Você evite carregar peso, evite nervosismo e evite ir dormir tarde, por favor, ok?
— Tudo bem. — assentiu pegando a folha que a doutora lhe estendia. A doutora assentiu e se retirou. — Ai era só o que faltava. — ela suspirou tristemente. — Não quero perder o meu bebê. — sussurrou com uma lágrima.
— Você não vai perder. — ele beijou a mão dela. — Vai ficar tudo bem.
Any sorriu e no resto da noite foi forçada a ir pra casa, Wendy também foi descansar, já que estava cansada demais, Noah ficou tratando dos tramites legais para a liberação do corpo, que só foi ser liberado pela manhã.
¨¨¨¨
No dia seguinte, Bailey, Hina e Joshua estavam tomando café na empresa para tratar de alguns assuntos de trabalho que ficaram pendentes.
— Então essa é a base? — Bailey mostrou o notebook para Joshua, que analisou e assentiu.
— Deve ser, mas tem que ser muito estudada antes, pode deixar em aberto que depois eu mesmo a analiso.
Bailey assentiu digitando algo.
— Estranho o Noah ainda não ter chegado. — Hina comentou, tomando um gole de suco.
— Deve estar aproveitando com a Any! — Bailey deu um sorrisinho safado.
Hina gargalhou e Josh apenas tomava o seu café quieto.
— Josh, você está tão esquisito. — Hina disse, confusa. — Você está com algum problema?
— Não Hina... — ele sorriu forçado. — Eu estou bem.
— Você fica estranho quando a gente toca no nome do Noah ou da Any. E isso é desde sábado, na festa, você saiu todo boladinho, ninguém entendeu nada.
Joshua rolou os olhos.
— Eu já disse que não é nada, deve ser impressão sua.
— Ah conta outra. — a japonesa rolou os olhos, sabia que tinha coisa ali.
— Quer saber? — Josh perguntou. — Eu não aguento mais vocês babando ovo dos dois só por que eles vão ter um bebê! — ele desabafou.
— Mas ninguém está babando ninguém. — Bailey deu de ombros. — Estamos felizes pelo fato deles terem conseguido engravidar, você também deveria estar.
— Ora, por favor. — Joshua riu. — Quem garante que esse bebê foi o Noah que fez? — tomou um gole de café.
Hina e Bailey se entreolharam espantados. Joshua engoliu o seco, sabia que tinha falado merda.
— O que quer dizer com isso? — Bailey indagou.
— Ah foi só uma brincadeira. — ele disse na defensiva. — Estão vendo? Ninguém pode mais falar nada que vocês já atacam.
Ele rolou os olhos. Tinha que ter uma conversa séria com Any a respeito dessa gravidez, mas também tinha que se controlar e não sair falando merda a todo momento.
Tinha quase certeza que o bebê era de Noah, caso contrário Any já teria jogado na sua cara no dia que ele anunciou o noivado, porém precisava conversar com ela e procurar saber a respeito.
— Estamos sendo corujas. — disse simples. — Quando você tiver seus filhos faremos a mesma coisa. — Hina deu de ombros.
— Sei. — ele bufou e viu Sina aparecer. Acenou para que ela os visse e ela se aproximou.
— Bom dia! — ela sentou ao lado dele.
— Bom dia! — todos disseram em um uníssono.
— Então era aqui que vocês estavam? — ela deu um selinho estalado em Joshua, que sorriu de leve.
— Pois é, estamos adiantando trabalho. — ele suspirou e ela o beijou outra vez.
Ele sorriu forçadamente e a conteve. Sina às vezes era amorosa demais e não ligava se tinha uma platéia observando-os.
— O que temos aqui?
— A ponte. — Joshua explicou mostrando os gráficos para ela.
— Está atrasada? — ela tomou um gole do café dele.
— Não. — Bailey respondeu. — Mas quanto antes aprontar melhor. — explicou.
Sina assentiu, analisando o projeto.
— Não é a Joalin? — Hina perguntou, apontando a porta.
Todos se viraram e viram Joalin se aproximando com Krystian, a loira estava bem abatida, Krystian também estava um pouco triste.
— O que eles estão fazendo aqui? — perguntou confusa.
— Não, sei. — Bailey disselevantando. — Mas ela parece m*l. Eu vou até lá.