Any dançava animada enquanto bebia e beijava seu acompanhante com fogo. Bebeu, bebeu, bebeu...
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No dia seguinte Any abriu os olhos com dificuldade, devido à claridade que fazia sua cabeça doer mais ainda, parecia que uma manada de elefantes tinha passado por cima dela, seu corpo estava todo dolorido, sentou-se coçando os olhos e viu que estava pelada.
Rolou os olhos e olhou para o lado, lá estava ele, o bonitão da noite ao seu lado, dormindo tranquilo.
— Oh meu filho. — cutucou a b***a do cara. — Oh sósia de Jesus! — disse sem parar de mexer nele. — Acorda aí cara! — chamou e logo o homem acordou confuso. — Aleluia! — ela pôs a mão na cabeça.
— Quem é você? — ele perguntou e Any rolou os olhos outra vez. — Ah lembrei, você é a gatinha do orgasmo. — deu um risinho. — Pelo visto você se deu bem, foi a sortuda da noite.
— Grande sorte. — ela rolou os olhos se levantando. — Meu pênis é maior que o seu. — ela disse vestindo a calcinha.
— Você... — engoliu o seco e apontou desnorteado. — Você é travesti?
Any começou a rir, deixando o coitado nervoso.
— Estou dizendo que seu pênis é tão pequeno que até eu que não tenho ganho de você. — gargalhou.
Ele ficou vermelho de raiva.
— Pois fique sabendo que eu já ganhei o concurso de mister espiga na minha cidade. — disse com orgulho.
— Que se dane. — ela rolou os olhos, terminando de vestir-se. — A mim não admirou em nada a sua "espiga". — fez aspas com os dedos e pegou seus sapatos. — Qual é seu nome mesmo hein? — perguntou com uma careta de confusão.
— Jared! — ele respondeu a encarando.
— Sou Any Gabrielly. — disse piscando. — Enfim, até qualquer dia aí cara! — fez legal com a mão e saiu.
O homem ficou perplexo. Que mulher louca! Deu de ombros e voltou a dormir.
Ao chegar em casa, Any deu de cara com o rapaz que estava pegando Joalin no dia anterior, e ele estava saindo. Joalin era uma cachorra mesmo. Cumprimentou o rapaz e entrou, encontrou a amiga sentada à mesa tomando café.
— Sua p**a! — disse rindo se aproximando. — Pensa que eu não vi o boy saindo?
— Um escândalo hein? — disse com uma carinha tarada.
— Nossa... — sentou-se à mesa. — Estou morrendo de fome.
— Aonde você estava hein? — a olhou. — Pensa que eu não vi você saindo com aquele musculoso cabeludo. — mordendo uma torrada. — Foram pra onde?
— Para um motel ali por perto da boate mesmo. — disse colocando suco no copo.
— E ele é bom de cama? — disse curiosa.
— Ótimo, mas cortei o barato dele agora pouco, estava se achando demais. — as duas riram.
— O que você disse?
— Disse que meu pênis era maior que o dele. — deu de ombros.
Joalin gargalhou alto.
— Você não presta Any... — negando com a cabeça. — Usaram camisinha?
— Claro que sim, você acha que eu sou otária?
A porta se abre e Krystian entra.
— Bom dia minhas vizinhas gostosas! — disse animado, enquanto adentrava o recinto em que elas se encontravam.
— Nossa que alegria é essa? — Joalin o encarou, risonha.
— Estava em ótima companhia até agora pouco. — ele disse com um sorrisinho animado.
— Fez uma suruba? — Any o encarou.
— Não, um ménage. — ele sentou-se ao lado de Any, pensativo.
As duas gargalharam, o celular de Any tocou e ela viu que era Noah.
— É o Noah. — engoliu o seco.
— Diz pra ele o que você fez... — Joalin riu com uma caretinha safada.
— Cala a boca! — disse se levantando e afastando-se. — Ai o que será? — atendendo. — Oi amor.
— Any... — ele disse com a voz um pouco baixa. — Tudo bem?
— Tudo ótimo mon chéri. — ela disse olhando as unhas. — Que tom de voz é esse, está tudo bem?
— Não meu amor... — ele disse e Any coçou a nuca preocupada. — Meu pai teve outra crise, está no hospital. — disse caindo no choro.
— Oh não, chéri...
— Sim, deu entrada ontem no hospital.
— E por que não me ligou antes para avisar? — perguntou um tanto chateada.
— Por que eu não queria incomodar.
— Ai Noah... — negando com a cabeça. — Diga, como ele está?
— Ele está m*l Any, o doutor disse que o organismo dele está cada dia mais fraco, não sei se vai aguentar muito tempo. — soluçou.
— Oh meu Deus! — pôs a mão na boca assustada. — Não fique assim meu amor, se acalme, por favor. — coçou a nuca, ficando preocupada. — Ouça, eu vou pegar o primeiro voo e a noite ou mais tardar amanhã, no horário americano, eu estou chegando ok?
— Não precisa você se incomodar amor...
— Sabe que eu jamais deixaria você passar por isso sozinho, não sabe? — ele ficou calado. — Então me aguarde.
— Obrigado petit. — ele sorriu sentindo-se melhor.
— De nada, fica bem, qualquer coisa me liga tá? — suspirou. — Tchauzinho meu bem. — desligou e caminhou de volta para a mesa.
— O que aconteceu? — Krystian disse observando o semblante da amiga.
— Tio Marco teve outra crise. — ela suspirou passando a mão no rosto, enquanto sentava a mesa. — Vou voltar hoje mesmo para os Estados Unidos.
— Mas como ele está querida? — Joalin perguntou preocupada.
— Está pior, muito fraco e não sabem se ele vai aguentar muito tempo. — negando com a cabeça enquanto tomava um gole de suco.
— Apesar de ser uma mala, eu estou com pena dele. — Joalin murmurou.
— Sim, aquele homem é um chato. — Any rolou os olhos lembrando-se do sogro. — Mas apesar disso é pai do Noah e ele está muito m*l com tudo isso. — mordeu o lábio. — Ele precisa de mim.
— Nós vamos com você. — Joalin disse.
— Sério? — Any sorriu. A loira assentiu e Any encarou Krystian que comia. — E você? Vai também?
— Claro que sim! — ele piscou. — Eu sem vocês sou um nada nesse país.
Todas riram e ficaram conversando sobre a volta a Los Angeles. Assim que terminaram de tomar café foram cuidar de arrumar suas malas.
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Em Los Angeles, Noah desligou o telefone mais aliviado, com Any ao seu lado seria mais fácil superar toda aquela situação.
— Posso entrar? — disse Beauchamp entrando.
— Claro. — deu um sorriso de canto. — Não ouvi você bater, desculpe.
— Eu não bati. — piscou e Noah negou com a cabeça. — E aí, seu pai melhorou cara?
— Está na mesma, parceiro. — murmurou brincando com uma caneta.
— Não fique assim. — Joshua disse compreensivo. — Ele vai melhorar. — garantiu. — Já ligou pra sua mulher? — Noah assentiu. — E o que ela disse?
— Está chegando hoje. — sorriu sentindo-se feliz.
— Nossa enfim vou conhecer a bendita direito.
— Que exagero. — Noah gargalhou. — Ela sempre está por aqui.
— Mas eu nunca a vejo, só a vi no dia do seu casamento e quase não falei com ela. — ele disse lembrando-se vagamente da morena. — É uma morena sem sal, não é?
— Respeita a minha mulher. — ele disse aborrecido.
Josh riu.
— Estou brincando.
— Talvez vocês não tenham muito contato por que ela vem mais nos fins de semana e você sempre vai para o litoral, talvez seja por isso.
— Ironia é eu nunca ter conhecido de verdade a mulher do meu sócio e amigo. — ele disse servindo-se de uísque.
— Dessa vez você vai conhecê-la. Vou fazer um jantar no fim de semana, nem pense em fazer suas viagens pra farrear.
— Tudo bem. — ele riu enquanto levantava. — Agora eu vou trabalhar por que à noite eu tenho um encontro com aquela gatinha do bar. — piscou. — Vou levar o copo tá? — apontou seu copo de uísque.
— Ah garanhão. — Noah disse rindo e Beauchamp piscou se achando. — Vai lá cara, pode levar.