Capitulo 16

2277 Palavras
Noah, não estava nem ouvindo, na verdade parou de prestar atenção quando escutou a palavra bebê. Any estava grávida? — Perdão! — ele pediu. — O que a senhora disse? Bebê? — Oh! — ela pôs a mão na boca, com espanto. — Você não sabia? — Não, eu não sabia. — deu um sorrisinho de lado. — Bom, então no caso, meus parabéns! — ela sorriu. — Sua esposa está gravida de quase dois meses e foi por muito pouco viu? Ela precisa de cuidados. Noah sorriu de lado e assinou o que a doutora estava pedindo. — Nós pedimos alguns exames mais elaborados para analisar a gestação, mas por enquanto, pode ficar tranquilo que bebê e mamãe passam muito bem! — garantiu. — Ela está acordada? — Sim, está! — a doutora disse. — Eu posso vê-la? — Ora, mas é claro. — ela disse e ele foi seguindo-a. — Está no quarto 503. — apontou. — Pode ir lá. Noah assentiu e foi seguindo a direção que a doutora disse, logo parou na porta 503 e bateu delicadamente, escutou a voz de Any lá de dentro, dizendo que ele podia entrar. — Ei. — ele sorriu colocando a cara na porta.  Any deu um sorriso de lado, meio torto. — Já está sabendo? — O que? — se fingiu de desentendido. — Que eu fui premiada? — ergueu a sobrancelha. Noah caiu na risada. — Fiquei sabendo disso. — ele sentou ao lado da cama dela. — Você e Josh mandaram muito bem pelo jeito. Any não pode evitar rir. — Mas é sério, eu não entendo como fui ficar grávida. — mordeu o lábio. — Eu tomava os anticoncepcionais a risca. Nunca tomei fora do horário, não faço ideia do motivo que eu consegui conceber. — Bom, às vezes o anticoncepcional falha. — ele coçou a nuca. — É muito normal. — O que eu vou fazer agora? — ela disse, com os músculos tensos. — Você vai contar para o Joshua que está grávida. — ele disse e ela assentiu. — Ele é o pai e merece saber. — E se ele vier com aquilo tudo outra vez? — ela perguntou temerosa. — Ai será um problema dele. — ele deu de ombros. — Você vai fazer a sua parte que é ir até lá conversar, se ele não entender ou não aceitar, você lava as mãos. Quem vai perder é ele, concorda? — E por quê? — ela sorriu. — Por que ele vai jogar no lixo uma coisa muito linda, que é a paternidade. — tocou a barriga dela. — Ser pai deve ser o maior presente que um homem pode ter. E não se pode rejeitar esse tipo de presente. — Não sei se Josh pensa o mesmo que você Noah. — Any lamentou. — Ele me mostrou um lado que eu não conhecia. — Pode ter certeza que aconteceu alguma coisa Any. — ele frisou. — Joshua só fala merda quando está irritado, eu o conheço há muito tempo. — Então se você diz. — ela sorriu. — Não se preocupe. — ele beijou a testa dela. — Qualquer coisa eu estou aqui, vou cuidar de você e do bebê e jamais vou deixá-los desamparados. — Você é um anjo Noah. — ela disse verdadeiramente, Noah era um amigo admirável. — Mas não precisa disso, você não tem nenhuma responsabilidade nessa história, é injusto. — Any você sabe que eu não posso ser pai. — ele suspirou e Any assentiu. — E cuidar dessa criança pra mim nunca será um sacrifício, eu posso cuidar dela como se ela fosse minha se o Joshua não quiser assumi-la. E claro, se você permitir. — Que bobagem Noah. — ela riu. — Como se eu não quisesse que você assumisse meu filho em uma circunstância assim. — Vai saber. — ele soltou um risinho. — É claro que eu adoraria a sua ajuda. — ela suspirou pesadamente. Ele assentiu. — Você terá, o Josh te assumindo ou não, sempre terá meu apoio acima de tudo.  Any sorriu emocionada. — O que eu fiz pra merecer um amigo como você? — Nasceu com a b***a virada pra lua. — ele disse e ela lhe deu um pedala. — Agora você precisa descansar tudo bem? — Ok. — ela assentiu. — Obrigada por ter me trago, se não fosse você eu podia ter perdido o bebê. — De nada. — ele deu outro beijo na testa dela. — Amanhã eu venho buscá-la para voltarmos para casa. Você quer que eu ligue para alguém? Eu achei melhor não ligar, mas se você quiser que eu ligue pra avisar... — ela o interrompeu. — Não, por favor. — ela pediu. — Não quero preocupar ninguém, eu já estou bem e amanhã mesmo vou embora. — Tudo bem, qualquer coisa você pode me ligar. Any assentiu e Noah se despediu dela, pedindo pra ela se cuidar. Depois de algum tempo ele vai embora e a garota fica sozinha em seus pensamentos, enquanto viajava sozinha em seu mundo, acariciava sua barriga. — E agora filhinho? — ela dizia para sua barriga. — O que a mamãe vai fazer? Ela estava preocupada com o que Joshua diria a respeito dessa história, afinal estavam brigados e ele não tinha sido nenhum pouco gentil com ela. Resolveu parar de pensar nisso e tratar de dormir, pois estava exausta. Não demorou e adormeceu. ¨¨¨¨ No dia seguinte Any já estava se sentindo bem melhor dos enjoos e náuseas, recebeu alta pela manhã e saiu do hospital junto com Noah. O mesmo achou que seria melhor Any ir a um obstetra ver como estava o bebê, antes de falar com Joshua. Any concordou e foram em direção ao consultório de um amigo de Noah que ele julgava ser muito bom. Os dois marcaram a consulta para parte da tarde, e voltaram pra casa, Any dormiu até a hora da consulta. Na parte da tarde foi até o consultório e fez sua consulta, chorou muito ao escutar o coraçãozinho do bebê e se sentiu aliviada ao descobrir que estava tudo bem com seu filho ou filha. ¨¨¨¨ No dia seguinte acordou decidida a ir falar com Joshua, estava preparada para ouvir tanto um sim, como um não. Ela sabia que podia cuidar de seu filho sozinha, mas por outro lado precisava do apoio dele, se ele a apoiasse seria perfeito. — Tem certeza que não quer que eu vá com você? — Noah perguntou ao vê-la prender o cabelo em um r**o de cavalo. — Tenho, acho que será melhor a gente conversar a sós. — ela suspirou, se olhando no espelho. — Tudo bem, eu vou ficar esperando você aqui sim? — Ok, papai! — ela riu e ele lhe jogou um travesseiro. — Para, filhote de cruz-credo! — ela disse rindo, se desviando. — Paro o caramba... — jogou outro travesseiro. — Não quer nem uma carona? — Não, eu ainda tenho capacidade motora para dirigir senhor Urrea. — pegou sua bolsa. — Então vá com Deus. — ele disse se fazendo de emburrado. Any deu o dedo pra ele e ele retribuiu. — Adoro o seu carinho. — ela ironizou. — Digo o mesmo pra você. — parando de dar o dedo. — Estou indo querido! — ela disse rindo. — Ok! — ele deu tchau. — Boa sorte! — Valeu, eu vou precisar. — ela suspirou atravessando a porta afora.  Noah ficou olhando ela sair e depois voltou a olhar para a TV. Any dirigiu até o apartamento de Joshua com o coração aos pulos, não sabia o que ele ia falar a respeito da gravidez e estava um pouco nervosa. Não demorou a que chegasse, subiu o elevador e logo estava parando na porta dele e tocando a campainha, naquele momento não estava mais um pouco e nervosa e sim muito  nervosa. Quando ia tocar a campainha outra vez a porta é aberta e Any fica em choque ao ver Sina ali, vestida em uma blusa de Joshua, parecia ter acabado de acordar. Ela não estava conseguindo sequer falar com a mulher. — Oi. — Sina disse abrindo um sorriso amarelo. — Any, não é? — É, Any. — ela assentiu. — O que faz aqui a essa hora da manhã? — a mulher coçou a nuca. — Noah veio? — pôs a cara pra fora e olhou os lados, confirmando que Noah não tinha vindo. — Não, ele não veio. — Any cruzou os braços. — Enfim, eu quero falar com Joshua, por que tenho certeza absoluta que não errei de porta. — sorriu falsamente. — Oh sim... — Sina rolou os olhos disfarçadamente. — Ele está no banho. — Eu espero. — entrou sem ser convidada. Sina cruzou os braços e fechou a porta, nem um pouco satisfeita por aquela mulher estar ali os interrompendo. — Eu posso saber do que se trata? — ela puxou assunto. — Não, é um assunto pessoal. Sina ia responder, mas foi interrompida por Joshua, que vinha com uma toalha enrolada na cintura e secando os cabelos com outra. — Quem era querida? — ele parou de falar ao ver Any sentada. — O que está fazendo aqui? — ele perguntou endurecendo a expressão. — Vim conversar com você, será que é possível? Joshua a olhou e em seguida encarou Sina. — Meu bem, pode nos dar um minuto? — perguntou carinhosamente. Any engoliu o seco, que merda era aquela? — Tá, eu vou tomar um banho. Qualquer coisa se for rápido, eu estarei esperando. — piscou safadamente e saiu. Joshua ficou olhando-a e Any estava com os braços cruzados, apenas observando. — Nossa como você é rápido hein? — ela disse com certa ironia. — Tivemos uma briga e já está com outra mulher. — Any, você está pegando um boi daqueles bem grandes que eu estou aqui perdendo o meu tempo conversando com você, podendo estar fazendo coisa melhor. — apontando o banheiro. — Por isso diz logo que merda você está fazendo aqui! Ela o olhou, perplexa. — Joshua que merda está acontecendo com você? — ela indagou. — Que droga, a gente estava bem e de repente você enlouquece, qual é a sua hein? Eu pensei que você gostasse de mim! — disse magoada. Aquele jeito de Joshua estava a machucando e ele não tinha noção de como. Ele negou com a cabeça, como aquela mulher conseguia ser tão falsa? Se ele não soubesse, cairia naquela carinha triste dela e cederia, mas não, ele não seria i****a, deu um risinho hipócrita. — Acha mesmo que eu iria querer alguma coisa séria com você? — ele disse duro e ela sentiu a primeira lagrima rolar. — Você não é uma mulher pra se levar a sério Any. O nosso sexo era delicioso e eu adorava, mas era só pra isso que você servia, tenho pena do Noah, casado com uma v***a como você... Coitado do cara. — riu amargo. — Mais chifrudo impossível. — Você não tem o direito de falar isso pra mim! — ela enxugou as lágrimas. — Não sabe nada da minha vida! — Realmente eu não sei nada, mas sei o suficiente pra saber que você não presta. — ele piscou. — Está vendo a Sina? — ele apontou para o banheiro. — Ela sim é uma mulher descente, uma mulher para um compromisso sério e não é apenas mais uma v***a na minha cama, hoje mesmo eu vou leva-la para Miami para conhecer os meus pais. Any e encarou sem acreditar. — Está certo, Joshua. — ela disse, assentindo. — Eu já entendi. Ele mordeu o lábio ao ver a cara de decepção de Any, se ela achava que ele estaria sempre aos seus pés estava muito enganada. Mas por que estava sentindo seu coração comprimido ao ofendê-la? Com certeza era por que gostava dela, mas ela merecia isso. — Um dia Joshua, você vai se arrepender por tudo o que está falando de mim e irá me pedir perdão. Irá engolir cada palavra, mas será tarde demais. Ele engoliu o seco e olhou para o chão, coçando o nariz, como se não demostrasse interesse pelo que ela falava. Ela enfiou a mão na bolsa e tirou um pequeno envelope, eram suas ultras que tinha feito no dia anterior, tinha tirado cópias pra ele e queria mostrar, apesar de querer falar pessoalmente ela não tinha mais coragem, não depois de tudo o que ele tinha dito. Mas como ele tinha direito de saber, merecia ver aquilo. — Isso é pra você. — ela lhe estendeu. — O que é isso? — ele perguntou, começando a abrir, ela o impediu. — Veja quando estiver sozinho. — suspirou. — Enfim, eu vou embora e não irei mais incomodá-lo, não se preocupe. — ele e encarou, e não disse nada. — Pode ir t*****r com seu novo amor e esqueça que eu existo, por que eu também vou tratar de esquecer você. Ela saiu do apartamento dele e o mesmo foi até a porta, pôs a cara pra fora e ainda conseguiu vê-la entrando no elevador. Deu um suspiro entristecido e olhou o envelope, agora não estava com coragem para abri-lo, não era medo, apenas receio de ver algo que o deixasse arrependido por seu feito. Foi até seu escritório e abriu o cofre, colocou o envelope lá e o trancou outra vez. Ficou fazendo hora, andando de um lado para outro no escritório, não estava afim de ir para o banheiro t*****r depois de ter conversado com Any.
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