Mesmo de olhos fechados, o rosto dela vinha como uma pintura bem definida, trazendo consigo uma dor aguda no peito. Zephyr suspirou e se sentou no banco frio, apoiando os cotovelos nos joelhos, os dedos entrelaçados diante do rosto. Não havia como fugir daquela imagem. Mesmo com os olhos cerrados, Nefertiti estava lá — viva, implacável. — Você vai continuar com isso? — Dunya apareceu do nada, com os braços cruzados e expressão carregada de julgamento. Zephyr não levantou os olhos. — Você não devia fazer isso na frente dos outros. — Sua voz era baixa, quase um sussurro. — Está se saindo muito bem, não acha? — retrucou ela, com ironia. O jardim ao redor era silencioso, como se tudo ali também estivesse à espera de uma resposta. — Você a ama? — perguntou de repente, como se não quisesse m

