O som dos passos de Asher ecoava pelas escadas em espiral da Torre Mayt como batidas de um coração apressado. Cada degrau que ele subia parecia mais pesado do que o anterior, como se a própria torre tentasse impedi-lo de chegar ao topo. O cheiro metálico de sangue já se espalhava pelo ar lugar, misturando-se à fumaça que vinha das ruas lá fora. O império inteiro ardia em convulsão, mas nada o prepararia para o que encontraria no último andar. Assim que empurrou a porta pesada de carvalho, a visão o atingiu como uma lâmina invisível. À entrada, um mordomo que ele conhecia de longos anos estava pendurado, o pescoço retorcido em ângulo grotesco. Os olhos vidrados encaravam o nada, e os lábios, ainda entreabertos, pareciam ter tentado gritar por socorro que jamais veio. Asher respirou fundo,

