A manhã chegou silenciosa, com a luz do sol filtrando-se pelas folhas das árvores, criando manchas douradas no chão da Folhas de Abril. Helena abriu a livraria, sentindo o perfume das flores e a leveza do vento, mas havia uma inquietação em seu coração. O diário permanecia sobre o balcão, aberto em uma página que parecia pulsar, exigindo ser lida. Miguel apareceu logo depois, com passos calmos e olhos atentos, como quem carrega um segredo próprio. — Bom dia, Helena — disse, sorrindo suavemente. — Pronta para descobrir o que a primavera tem a nos revelar? — Se o diário permitir — respondeu ela, com um meio sorriso. — Sinto que há algo importante escondido aqui, algo que talvez explique tudo. --- Sentaram-se lado a lado, cercados pelas cartas e fotografias. Helena passou os dedos sobre

