Capítulo 30 - Epílogo: O Som do Tempo Anos haviam se passado. A cidade já não parecia tão veloz, ou talvez Aline simplesmente tivesse aprendido a observá-la com calma. O relógio do hall principal da Fundação Alvore marcava o meio-dia, mas o tempo, ali, não era medido em horas - e sim em histórias. O prédio estava cheio de vozes femininas, risos, passos apressados, sonhos em movimento. Aline caminhava pelos corredores, agora com os cabelos ligeiramente prateados nas pontas, o olhar maduro e o mesmo sorriso sereno que um dia encantara Paulo. Na parede do saguão, uma frase em letras douradas chamava a atenção: > "Toda mulher tem o direito de ser o próprio recomeço. Era o lema que ela havia escrito de improviso, numa manhã qualquer, e que se tornara o coração da fundação. Do lado d

