O Amor e o Tempo O jardim estava silencioso. Era fim de tarde, e o sol, preguiçoso, se escondia atrás das colinas, tingindo o céu de laranja, ouro e lavanda. O vento soprava leve, balançando as flores que se estendiam até onde os olhos alcançavam. No centro do gramado, sobre uma mesa de madeira antiga, repousava a ampulheta. A mesma que um dia ficara na estante da casa dos Bianchi Méndez, testemunha muda de promessas, despedidas e reencontros. As partículas de areia desciam devagar, refletindo a luz do crepúsculo. E, por um instante, o tempo pareceu parar — como se também ele prestasse homenagem àqueles que haviam aprendido a compreendê-lo. --- Gabriel, Luísa e Caio estavam ali, lado a lado, observando o pôr do sol. Nenhum deles dizia palavra. Sabiam que aquele momento não pedia

