Capítulo 46

911 Palavras

A noite de sexta-feira estava quieta, mas era um silêncio carregado, como o ar antes de uma tempestade elétrica. Débora estava em seu quarto, deitada na cama com um livro apoiado nos joelhos. Ela lia a mesma página há vinte minutos, as palavras dançando diante dos seus olhos sem fazer sentido. Sua mente não estava na história fictícia; estava na despensa da cozinha, onde Leo a havia encurralado naquela tarde, e no sussurro dele prometendo que a noite seria longa. Ela estava esperando a mensagem. O convite. A ordem. Mas o que veio não foi uma vibração no celular. Foi a porta do quarto se abrindo de supetão. Débora pulou na cama, o livro escorregando das suas mãos. — Mãe? Letícia estava parada no batente. Ela não parecia a viúva de luto dos últimos meses. Ela não parecia a mulh

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