4 anos depois ...
Índia, Itália, China, Brasil, Paris ...
Tristan visitou muitos lugares nos últimos quatro anos, ele tentava escrever para a família com regularidade e com isso a mãe o mantinha informado sobre os acontecimentos, no primeiro ano de sua ausência descobrira o ódio de Cassandra por ele. No segundo, o casamento de Alessandra, no terceiro a morte de Lady Sandra, ele constatou que Cassandra estava arrasada, comprou as passagens e quando estava prestes a embarcar, recebera a primeira carta dela.
" Tristan,
Não ouse vir até Londres. Não desejo ver seu rosto infame e não quero ser obrigada a socializar com você nesse momento. Se respeitar meu pedido, talvez eu possa vir a pensar em perdoa-lo algum dia.
Cassandra. "
Ele pigarreou e forçando o mais perto que conseguira de um sorriso para o lacaio disse:
— Mulheres ... - Bufou. — Sempre tão imprevisíveis.
Tristan conhecia bem a mulher que amara por anos de sua vida - e que Deus o ajudasse - mas ainda amava. Ele pegou suas bagagens e voltou para o apartamento na Itália em que estava hospedado. Queria um dia ser capaz de conseguir seu perdão e sabia que se desrespeitasse uma ordem diretamente dela, não o teria de forma alguma.
No quarto ano, Tristan estava entediado de viajar. No auge de seus 26 anos decidiu que precisava enfim assumir seu papel e sua responsabilidade. Precisava voltar e desempenhar o papel que esperavam dele.
~
Depois de dias em auto mar, o visconde estava de volta a Londres. Ele sentiu o vento quente beijar seu rosto, m*l havia se dado conta de como sentira saudade daquele lugar.
Os olhos dele varreram cada canto da cidade enquanto sua carruagem seguia em direção a Ravenscroft House. A praça que costumavam tomar sorvete, ele, Cassandra, Alessandra e Elois. O hospital que o primo dera e último suspiro e por último, mas não menos importante, a escolha que frequentara com Elois. Céus, como sentia saudade.
Para a sorte de Tristan, quando desceu na propriedade, Jenna e sua mãe estavam do lado de fora. As duas mulheres estavam tomando um pouco de sol e ambas apertaram os olhos ao verem de longe. Ele retornara sem aviso prévio.
Estela correu em direção ao filho, os olhos dela estavam marejados. Por Deus. Sonhara com esse momento a anos. Quando o filho partira, teve a certeza de que não demoraria tanto, mas ele ficara longos quatro anos longe de casa e agora ... Agora estava mudado.
— Meu amor. - Ela choramingou em seu ombro.
Jenna de longe, aproximou-se lentamente. Como sonhava em poder abraçar o filho da mesma forma.
— Meu menino. Está um homem. - Disse a tia abraçando Tristan. Ele retribuiu o abraço apertado de Jenna.
— Em carne e osso. - Ele disse animado e puxou as duas ao mesmo tempo para um abraço. — Matriarcas .- Disse em tom implicante, simplesmente porquê adorava implicar com elas. — Não imaginam como senti saudade.
Estela intensificou um pouco o aperto na cintura do filho. Tristan estava diferente. O brilho sagaz que carregava nos olhos havia apagado um pouco, o jeito de garoto havia sumido e tudo o que ela via a sua frente era um belo homem de ombros largos - muito largos - ele havia dedicado muito tempo em fazer exercícios por todos esses anos, afinal, tivera tempo de sobra.
— Também sentimos tanto sua falta. - Disse Jenna afagando o cabelo do sobrinho.
— Seria indelicado de minha parte pedir um copo d'água? .- Ele trincou os dentes. — Não me lembrava de como faz calor aqui. Só perde para a Índia. - Disse pomposo.
A mãe deixou o queixo cair.
— Não acredito, esteve na inda?
Tristan assentiu satisfeito, havia conhecido belas indianas.
— Trouxe algumas lembranças para vocês. Assim que o lacaio retirar minhas malas irei mostrar. - Disse animado e as duas mulheres o guiaram para dentro da casa. A viajem fora exaustiva e Tristan estava morto.
Ele varreu os olhos pela casa, ainda era como se lembrava.
Tristan engoliu em seco quando se deu conta de que desde que pisara ali, não havia parado sequer um segundo de procurá-la. Ele sentiu o coração saltar muito forte no peito quando ouviu o barulho de alguém descendo as escadas. Maldito fosse, nunca seria fisicamente capa de esquecer Cassandra. Estava condenado a amá-la pelo resto de seus dias.
Ele tinha uma vaga esperança de que seu coração não perdesse o ritmo quando a visse, que sua respiração continuasse normal e que suas pernas não perdessem a força, mas isso estava acontecendo e ele sequer a havia visto.