Cap. 8

632 Palavras
Antes que a noite chegasse, Tristan já havia partido e estava em um navio a caminho da Índia. Elizabeth questionara a atitude do amigo, tentara convencê-lo de que não era o melhor a ser feito, pelo menos não naquele momento tão difícil para todos. Jenna e Estela haviam feito o mesmo, mas o novo visconde estava irredutível. A única pessoa que ele não havia se despedido fora Cassandra, ele sabia que ela não precisaria de muito além de um olhar para convencê-lo a ficar, e definitivamente não podia - e não queria - ficar. Por sorte, havia uma taberna ali. O navio não era majestoso e nem um pouco digno de um visconde, mas fora o único que Elizabeth encontrara e Tristan não almejava passar nem mais meia hora em Londres. Por Deus, ele tinha certeza de que nunca se acostumaria com o título de visconde. Tristan sentou-se junto a uma multidão de homens fedidos e bêbados que havia ali. Uma bela dama de olhos âmbar e cabelo n***o se aproximou dele. Ela tinha em mãos um pequeno caderno e em cima de seu vestido verde, usava um avental. — O senhor gostaria de fazer seu pedido? .- Indagou solicita. Ele percorreu os olhos pela bela mulher que estava parada na frente dele. Talvez a viagem não fora uma ideia tão m*l assim. Que outra maneira seria melhor para esquecer uma mulher senão com outra? Ele cravou os olhos na garota, ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha e abriu um sorriso para ele. Era de longe o homem mais bonito que já pisara no navio que ela trabalhava a anos. Tristan se embebedou até não aguentar mais e quando já passava de meia noite, a jovem se aproximou dele. Ela tirou o avental e abriu um sorriso. — Meu turno acaba de encerrar. O senhor gostaria de conhecer um pouco melhor minha acomodação? Ele se levantou, cambaleou para um lado e depois para o outro. Mesmo que estivesse bêbado feito uma mula, não perderia uma oportunidade como aquela. — Sim, srta. a propósito, sou Tristan. - Ele pigarreou, agora que adquira o título devia referir a si mesmo por Turner? Tristan balançou a cabeça afastando tais pensamentos, não queria se lembrar de nada que o lembrasse Londres, não queria acima de tudo, pensar em Cassandra, mas mesmo sem querer, imaginou que nesse exato momento ela o odiava. — Lady Marília. - Ela disse antes de morder o lábio inferior e começar a guiar Tristan pelo caminho que ele julgou ser os aposentos da garota. Marília não deu muito tempo para Tristan pensar no que estava fazendo, ela virou a chave de sua porta e avançou sobre ele veros. De toda forma, são ou embriagado, uma coisa era certa, Tristan se deitaria com aquela garota. Inicialmente ele se reprimiu, estava de luto e suas vestes evidenciavam isso, além da braçadeira que utilizava para deixar claro. Devia estar arrasado em seu quarto, chorando e se lamentando por ter perdido seu irmão do peito. Elois e Tristan haviam crescido juntos, eram inseparáveis e provavelmente Tristan nunca seria forte o suficiente para superar tal perda, mas sabia que precisava tentar, ou sucumbiria dentro de si mesmo. Ele deitou a moça de costas na cama e se equilibrou em cima dela - com dificuldade graças a sua embriaguez -. — A srta. é uma mocinha muito atrevi-da. - Ele soluçou e voltou a beija-la com intensidade. — E o senhor é o homem mais belo que já pus os olhos. Tristan deleitou-se com aquele elogio e sem mais demoras, despiu-se e fez o mesmo com Marília. Ele passou a noite nos braços de uma estranha e estranhamente se sentiu muito bem quando acordou, bem melhor do que estava se sentido a 24 horas atrás.
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