[NARRADO POR RAFAEL – VOLTANDO PRA BOCA, MADRUGADA] Levantei devagar. O cheiro dela ainda grudado em mim. O g**o dela secando na minha pele. Deixei ela ali. Largada no colchão. Marcada. Minha. Peguei a Glock da cômoda. Vesti a calça, a camiseta preta amassada. Antes de sair, olhei uma última vez pra trás. A p***a da visão que ia me assombrar até o inferno: A rainha do morro. Minha rainha. Fechei a porta sem fazer barulho. Desci o morro com o cigarro queimando no canto da boca e o corpo ainda quente da guerra. ** [NA BOCA] O radinho estalava. O cheiro de pólvora e pó impregnado no ar. O povo abriu caminho quando me viu. Não pelo respeito. Pelo medo. E bem na frente, do lado da caçamba, Gustavo me esperava, encostado, com aquele sorriso de quem não ia perder a oportunidade
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