RAFAEL O silêncio que se instalou entre nós não era de rendição. Era de um embate prestes a começar. Giovanna não recuava, e isso me irritava tanto quanto me fascinava. Ela sustentava meu olhar, a raiva nos olhos verdes queimando como fogo. “Furiosa” lhe caía bem. Não era uma mulher qualquer. Não era alguém que eu poderia dobrar com ameaças ou intimidação. Mas isso só tornava tudo mais interessante. Rafael (com voz baixa, mas carregada de autoridade): "Você pode ter o sangue dos Moretti, Giovanna, mas aqui, o nome não vale nada se não for sustentado por força." Ela sorriu, mas não era um sorriso de quem achava graça. Era de quem aceitava o desafio. Giovanna (cruzando os braços, mantendo o tom firme): "Então é isso que você quer? Uma demonstração de força? Eu não preciso provar nada pa

