Perigo caminhou pelo beco escuro em direção à casa de Dona Cida, o nó se formando em sua garganta ficava cada vez mais apertado. Ele conhecia aquela mulher desde sempre. Tinha visto seu filho, Fantasma, crescer no morro, tornar-se uma figura temida e respeitada nas vielas da Rocinha. Agora, bater na porta dela para dizer que Fantasma estava gravemente ferido não seria apenas difícil; seria um dos momentos mais dolorosos de sua vida. Ao chegar à pequena casa de Dona Cida, Perigo respirou fundo antes de bater à porta. Ele sabia que ela rezava todas as noites, especialmente quando algo r**m estava prestes a acontecer. Seu coração pesou ainda mais ao ouvir os sussurros das preces de Dona Cida vindo de dentro da casa. Ela sabia o tipo de vida que Fantasma levava, os perigos que ele enfrentava

