Dark Room

933 Palavras
***Vanessa*** Eu tinha bebido na noite anterior. Acho que já falei que detestava beber, mas que isso estava sendo o meu ponto de alívio. Não bastava toda a pressão que o Otávio estava fazendo, agora tenho o filho dele na minha cola. O filho que mais cedo me deixou extremamente mole em seus braços. Eu devo estar sofrendo de algum tipo de síndrome de Estocolmo para me atrair por alguém daquela família. Minha cabeça estava uma bagunça. Cancelei os meus planos de ficar em casa e descansar e fui para uma das minhas boates favoritas. Eu precisava extravasar toda essa ansiedade. Tomei um banho demorado, coloquei um look bem provocante e saí. Já passava da meia-noite quando cheguei e eu tinha que trabalhar cedo no outro dia, mas não me importei, porque sei que no fundo eu estou criando coragem para pedir demissão e acho que não vai passar de amanhã, aliás hoje, né. Assim que cheguei, fui ao bar e pedi um drink colorido cheio de álcool e em menos de cinco minutos um cara gato colou em mim — minha peruca verde e o vestido curtíssimo nunca me decepcionaram, sempre caía algum gato na rede. — Não gostei do seu batom, será que eu posso tirar ele pra você? — disse o loiro musculoso bem perto do meu ouvido. Eu nunca vi uma cantada tão chata como essa, mas não estou aqui para me envolver emocionalmente com ninguém e considerando que ele é um gostoso, abri um sorriso e respondi: — Seria um prazer! Sem esperar que eu dissesse outra vez, o cara me puxou pela cintura — e nossa, que pegada — e me beijou, acabando com toda a mágica: ele beijava muito m*l! Fiquei sem graça de interromper aquele beijo horroroso e babento, e quando ele parou para tomar um fôlego, virei a minha bebida de uma só vez, o que me deixou instantemente meio tonta e dei um perdido nele dizendo que ia dançar. Rapidamente eu fui para o ambiente de música eletrônica, onde era mais escuro e barulhento e decidi dançar um pouco, já que não deu muito certo tentar beijar alguém. Eu já estava dançando há algum tempo, parando apenas para beber mais uma bebida. A noite estava começando a melhorar, mas eu ainda queria mais, então, quando percebi um outro gostoso se aproximar de mim, não pensei duas vezes antes de dar a******a para ele e começar a dançar com ele, o provocando. Ele não esperou muito para me beijar — e que beijo maravilhoso — e ficamos assim por um tempo até ele me entregar a chave do Dark Room e sair. Nossa, que direto! Não sou nenhuma menininha pura e não quero relacionamento com ninguém. Apesar de gostar de homens, são eles o motivo da minha desgraça. Por isso, não pensei muito e fui. Eu precisava trans4r! Não gosto da ostentação dos ricos e prefiro coisas simples, mas frequentar ambientes de luxo, nesses casos era muito bom, pois eu podia contar com um pouco de segurança. A chave do quarto tinha um botão de emergência e caso eu não estivesse confortável com o cara e ele tentasse algo à força, um segurança aparecia na hora. O lugar era bem escuro, obviamente era por isso que se chamava Dark Room, mas algumas luzes neon acesas faziam com que eu conseguisse ver as silhuetas das pessoas que estavam ali e no caso, não tinha ninguém além de mim. O gostoso ainda não tinha chegado. Pouquíssimo tempo depois, ouvi a porta se abrir atrás de mim e me virei para ver um homem entrando. Apesar de não conseguir identificar o seu rosto, precisava me certificar se entraria apenas um homem. Sou bem desinibida sexualmente, mas não curto mais de um por vez. Assim que o homem fechou a porta, voltei a ficar de costas para ele e senti a sua aproximação. Eu não sabia quem era aquele homem, nem vi o seu rosto direito, mas tenho certeza que reconheceria a sua aproximação em qualquer lugar do planeta. O cara exala sensualidade e masculinidade. Uma delícia! Sem muitas cerimônia, ele me virou, puxou a minha perna para o alto, se encaixando nela e começou a me beijar. Era um beijo intenso, quase com raiva, mas ainda assim, muito bom. Vi quando ele colocou o preservativo e me tocou para ver se eu estava pronta para recebê-lo e com certeza eu estava! Então ele me penetrou e o silêncio foi interrompido pelo som gutural de nossos gemidos, que tentávamos segurar. Parecia que o cara queria afogar seus problemas no meio das minhas pernas, pois mantinha um ritmo frenético e forte, mas não tinha problema, pois eu também queria isso. Mas tinha tanta química entre a gente, uma coisa tão forte, que a acabei querendo mais daquele homem e assim que a gente g0zou, quebrei minhas próprias regras da noite e perguntei sussurrando em seu ouvido: — Quer ir para a minha casa? Podemos continuar isso aqui lá, enquanto tomamos um vinho. O homem ficou em silêncio por um momento. Acho que ele estava decidindo o que fazer, até que ele quebrou o silêncio. — Não costumo fazer isso, mas acho que vai ser ótimo. Eu gelei! Minhas pernas ficaram tão trêmulas, que pensei que fosse desmaiar. Procurei a minha bolsa, quase em desespero e assim que a achei, peguei o meu celular. — O que aconteceu? Por que ficou nervosa? — Me perguntou levemente irritado. Acendi a lanterna do celular e constatei o meu maior medo. O filho do meu chefe! O filho do bab4ca do meu chefe!
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