Capítulo 8

808 Palavras
O moreno olhou em volta, nada havia mudado, absolutamente nada, era como ele nunca tivesse saindo daquela casa, apenas um cheiro diferente podia ser sentido, era um cheiro amadeirado e ao mesmo tempo doce, não era enjoativo, era bom. -Wol! -Daniel tem como você parar? É apenas uma casa, uma casa velha por sinal -Apenas uma casa?! Uma casa velha? Meu filho, isso aqui é uma mansão e acredite, eu nunca estive em uma mansão -Ah é, nunca mesmo? - o moreno olhou o amigo - Na verdade já, mas foi na mansão do meu chefe - Ok, Cadê os moradores desse antro? ALGUÉM?! - Ora, ora, o bom filho a casa torna - Pelo tom de ironia, sim, Rafael já sabia que aquele era seu pai. Luke entrou no campo de visão do Rafael e o moreno o olhou. É, seu pai não havia mudado nada, nada mesmo continuava o mesmo de sempre - Que isso papai, eu achei que seria recebido com aquelas faixas escrito seja bem vindo Rafael, e teria uma festa com um monte de gente querida me abraçando e dizendo como sentiu minha falta - Ninguém sentiu sua falta Rafael - Olha, isso é muito perceptível, agradeço muito viu - Rafael... - Daniel o cutucou - Acalma os ânimos aí - É sempre assim, cara - Olá senhor Johnson, ouvi falar muito de você - Daniel nem se atreveu a estender a mão para o homem - E você? Quem e? - Daniel Rodrigues, eu e o Rafael nos conhecemos em Nova York, na high school - É um vagabundo também? - Ó não, eu ajudei minha mãe a abrir um escritório de advocacia e já terminei minha faculdade de direito - Hum, muito bom, trabalha? - Sim, sou advogado de um empresário muito rico em Las Vegas - Muito bom mesmo, pensei que você fosse um vagabundo igual ao meu filho - Mas então, cadê sua adorável mulher? Estou louco para conhecê-lá - Rafael disse em seu mais novo adquirido tom de ironia - Luke, você... - Todos voltaram sua atenção para a mulher que entrava na sala. Sua cor era clara, e lembrava muito a tonalidade de Rosa, seus olhos eram castanhos claros exuberante e com certeza desconectava qualquer um. Suas feições eram delicadas, seu corpo era perfeito e ela vestia-se razoavelmente bem. Daniel estava boquiaberto, sua feição era engraçada para qualquer telespectador. Rafael observava Natacha atentamente, como se ela fosse um objeto de seu estudo. - Então você que é a nova mulher do meu pai? - Natacha elevou seus olhos que até então estavam sobre um livro e olhou os dois jovens que estavam naquela sala os analisando discretamente e demorando mais em um em especial... Rafael. Quando seus olhos entram em contato com os olhos castanhos chocolate dele, Natacha sentiu algo em seu peito, sua respiração falhou e ela sorriu amigavelmente. - Então você que é o Rafael? Muito prazer - Natacha aproximou-se e estendeu sua mão, Rafael a olhou em sua face, era refletido algo como... Nojo? Hum, talvez fosse desprezo - Eu não sabia que você ajudava os pobres e oprimidos papai, desde quando você se interessou por adoção? - Olha como você fala seu moleque! - Luke aproximou-se de Rafael, mas ainda com uma certa distância. Daniel estava em posição de alerta e Natacha estava demonstrando medo - EU FALO DO JEITO QUE EU QUISER! Você nunca amou minha mãe, nunca a tratou da forma que ela merecia ser tratada, ela morreu, e você m*l esperou o corpo dela esfriar e já colocou uma v***a na cama onde ela dormia! - Nesse momento Natacha já não sentia mais medo - Eu não sou nenhuma v***a seu moleque, você m*l me conhece! - E você quer que eu pense o que de uma mulher que se envolveu com um homem muito mais velho, rico e que acaba de perder a mulher? - Rafael, calma aí cara - Daniel segurou o braço do Rafael, mas o mesmo o puxou - E você... Você é um nojo - Rafael olhou com desprezo para seu pai - Fez minha mãe sofrer, a fazia chorar constantemente, nunca lhe deu o devido valor, a agredia, a desprezava... Era para você ter morrido não ela, VOCÊ NAO IRIA FAZER FALTA NENHUMA! - OLHA AQUI SEU MOLEQUE... - Luke foi para cima de Rafael, mas Natacha o puxou, o homem sem medir sua força a empurrou e Natacha bateu os quadris em uma mesinha que havia ali fazendo um jarro cair no chão. Antes que Luke pudesse fazer qualquer coisa contra Rafael, Daniel puxou o amigo pelo o braço - leve para o andar de cima! - Natacha disse enquanto tinha a mão sobre os quadris e olhava para Daniel, o mesmo assentiu e puxou Rafael pelo o braço em direção à escada.
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