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1518 Palavras

A cidade acordava lentamente, mas algo no ar estava errado. Não era apenas o frio da madrugada ou o nevoeiro que se agarrava aos postes; havia uma sensação de presságio, como se algo antigo estivesse prestes a despertar. Angelina caminhava pelas ruas estreitas, Miller ao seu lado, observando cada sombra que se movia de forma suspeita. — Você sente isso? — perguntou Miller, a voz quase sussurrante. — Como se estivéssemos sendo observadas. — Eu sei — respondeu Angelina. — E não é qualquer presença. É… mais antiga. Mais profunda. As duas passaram por prédios antigos, fachadas de pedra que pareciam murmurar histórias que ninguém lembrava. Lanternas quebradas oscilavam com o vento, projetando sombras que dançavam nas paredes. Angelina sentiu um arrepio percorrer sua espinha; uma energia conh

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