A cidade estava silenciosa naquela manhã, mas o silêncio era enganoso. Por trás das fachadas tranquilas, uma rede de olhos observava cada movimento de Angelina. A notícia da derrota do culto na floresta havia se espalhado, não pelo boca a boca, mas através de forças que pareciam invisíveis, mas onipresentes. Angelina acordou cedo, sentindo o peso do cansaço físico, mas mais pesado ainda era o fardo da responsabilidade. Ao lado, Miller dormia profundamente, exausta depois da batalha da noite anterior. A luz do sol atravessava as cortinas, mas não conseguia dissipar a sensação de alerta constante que pairava no ar. — Miller… — sussurrou Angelina, sacudindo suavemente a amiga. — Acorda. Precisamos falar. Miller abriu os olhos lentamente, confusa. — O que foi? — A vitória de ontem… não sig

