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2363 Palavras

Fernanda O zunido do tiro zuni no meu ouvido e me faz fechar os olhos com tudo ainda girando. Sinto sua presença do me lado, esquadrinhando meu rosto com um misto de preocupação e raiva, suas mandíbulas tensionadas e peito ofegante. Noto que ele tá com olheiras bem fundas, expressão cansada de quem não dorme direito a dias. Meus lábios secam, olhando seus ressecados, como quem quisesse dizer algo, mais está em uma luta interna enquanto aproveita seus poucos segundos próximo de mim, para memorizar meu rosto se contendo por dentro — eu preciso comer alguma coisa, acho que minha glicemia abaixou. Quando sai do hospital eu só tinha tomado o café da manhã e já estava próximo da hora do almoço. Vim direto pra cá, sem comer nada no caminho! _ peço com delicadeza, querendo não alterar ainda mai

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