Clara Menezes Engulo em seco assim que as portas do elevador se abrem. Meu coração, que já estava um pouco acelerado, agora parece querer saltar do peitö. Diante de mim, está Roberto, o pai do Andrew. Há semanas eu não o vejo e agora, ele parece outra pessoa. Ele nos encara por um instante que parece uma eternidade. O olhar dele é indecifrável, pesado, avaliador. Tento sorrir, mesmo que tudo em mim peça para virar o rosto e fingir que não o vi. Mas, não dá! — Bom dia, senhor Lancaster. — Tento sempre mostrar a minha simpatia. Ele força um sorriso leve, como se tentasse parecer amigável, e estende a mão. — Clara. Que bom vê-la. — Ele faz um aceno e fico surpresa. — Como você está? Aperto a mão dele, mantendo o tom educado. — Estou bem, obrigada. Também é bom vê-lo. Por dentro, no

