Andrew Lancaster A manhã foi longa. Assinaturas, reuniões curtas e virtuais, documentos intermináveis. Passei horas trancado na minha sala, revisando contratos, assinando pilhas de papéis. Tantos que meu pulso começa a latejar e algumas veias saltam da pele, pulsando com força. Mas pelo menos finalizei boa parte do que estava pendente. Não saí da sala um único minuto e isso, pra mim, foi um alívio. Sem olhares, sem perguntas, sem ninguém tentando comentar as manchetes ou o que saiu nas redes. Principalmente, sem meus pais à vista. Ainda não quero vê-los. Não hoje. Olho o relógio. O almoço com o Samuel e os pais dele está chegando. O celular vibra na mesa. Uma mensagem curta: “Estou chegando na empresa. Vamos no mesmo carro.” Respondo apenas: “Certo.” Guardo o tablet, pego o bl

