Capítulo Quatro

1681 Palavras
Olivia  Quando resolvi procurar minha filha eu tinha apenas um foco que era saber como ela estava, e depois que eu tivesse essa informação aí eu conseguiria saber o que fazer a seguir, para mim sempre foram duas situações que eu poderia encontrá-la. A primeira que ela não estivesse bem, e nem feliz então eu lutaria com tudo o que pudesse para tê-la comigo não importa o custo, então teria essa segunda opção de ela está bem, feliz com uma família que a amasse muito, com pais para guia-la, mas principalmente com uma mãe que poderia ser tudo o que não pude, então eu a veria uma única vez e seguiria minha vida sabendo que mesmo ela não estando comigo ainda assim eu tomei a melhor decisão por ela, nunca me passou a possibilidade que no momento que eu a visse nada mais importaria do que meu coração de mãe chamando o dela. Eu não posso deixá-la mesmo que ela estivesse bem, eu não posso. Eu sinto isso enquanto eu a encaro, ela é minha metade, a metade que eu nem sabia que faltava e agora que eu estou inteira outra vez, eu não acho que conseguirei viver pela metade novamente. — Senhorita — A vozinha de Amanda me tira do transe. Oh deus! Ela fala como o pai. Solto um pequeno bufo com o pensamento e ela gargalha em resposta enquanto me aproximo hipnotizada pelo som que ela produz — Oi, eu sou Olivia — Falo, respirando fundo enquanto fico em seus pés abaixada para ficarmos da mesma altura. Seu cheiro é perfeito, não achei que existiria tal coisa, mas existe e é o cheiro da minha pequena. — Eu sou Amanda Maddox — Ela fala com um pequeno sorriso estendendo a mão para mim o que me faz soltar mais uma risada. Como alguém pode parecer tanto com o pai que não compartilha genética? — Você tem cabelos como os meus. Não tem muitas pessoas com cabelos iguais os meus. — Você está certa, não existe. — Alcanço sua trança e sinto a textura macia do seu lindo cabelo — Nós somos garotas especiais — Como princesas? — Sim, como princesas. Tenho quase certeza de que você é uma. Princesa Amanda — E você princesa Olivia. — Ela franze a testa pensativa e flashes de Josh vem a minha mente, ela também tem traços do pai biológico, mesmo que eu prefira os traços de formalidades que ela exala tão naturalmente de Logan — Você trabalha para o papai? — Não exatamente — Passo as pontas dos meus dedos pelo rostinho gordinho incapaz de tirar minhas mãos dela — Mas talvez eu vá cuidando de você... Você é tão linda — Engulo à vontade chorar e a impulsividade que seria abraçá-la o mais apertado que eu pudesse. — Você também é bonita, talvez possamos fazer uma festa do chá quando chegarmos em casa e nos vestirmos de princesas. — Ela solta animada dando pulinhos com a ideia, me animando por um segundo de como seria um sonho brincar com minha filha da festa do chá tantas vezes que ela quisesse. — Festa do chá? Você gosta de brincar disso? Amanda acena com um grande sorriso e eu começo a guardar as primeiras informações sobre minha filha — Eu brinco com o papai, mas ele não é tão bom com isso — Ela fala séria— Ele acaba sempre se sentando em algum dos meus convidados ou derrubando alguma xícara. Eu solto uma risada longa com a ideia de vê Logan sentado em uma mesa de chá junto com os “convidados” da filha e tomando bebidas em xícaras minúsculas. — Você não tem com quem mais brincar? — Não em casa — Amanda abaixa a cabeça e fita as mãozinhas — Eu fazia com a mamãe, mas agora ela é uma estrela no céu, meu papai brinca comigo agora. Às vezes tia Jenna, mas ela não pode me visitar sempre. — Eu sinto muito querida — Murmuro me esforçando o máximo para não a abraçar — Seu papai é muito legal por brincar com você agora Ela levanta a cabeça repentinamente e me olha com grandes olhos e um pequeno sorriso que cresce gradativamente. Acho que essa é minha expressão favorita dela até o momento, eu não consigo descrever o que ela faz com meu coração palpitante em meu peito. — Meu papai é o melhor — Com a declaração da minha filha eu deixo um pouco da raiva pelo homem impaciente ir, não tem como uma criança de cinco anos fingir tal felicidade e amor ao falar do pai se ele não for um pai incrível, mesmo sendo um babaca com o resto da humanidade. — Então vamos fazer a festa do chá quando chegarmos em casa? — Ela dar um pulinho novamente sem poder controlar a animação esperando minha resposta Estou a ponto de dizer que farei o que ela quiser é só ela pedir com esse sorriso lindo, quando a porta se abre e dessa vez a voz grossa e aborrecida que eu esperava antes vem com tudo enquanto um Logan enfurecido atravessa a porta direto para a filha puxando-a para ele protetivamente. — O que está fazendo com a minha filha? — Ele pergunta entre dentes puxando Amanda mais para perto dele, eu me levanto rapidamente para ficar pelo menos perto de sua altura, se eu ia ser esculachada seria olhando nos olhos desse homem impaciente e arrogante — Eu disse para você ir. — Ir não papai, eu e a princesa Olivia vamos fazer uma festa do chá em casa. — Diz Amanda com a testa franzida com um pequeno bico que eu me derreto ao ver. Logan resmunga alguma maldição por cima da respiração então me fita como se pudesse me jogar pela janela — Se você acha que encher a cabeça da minha filha lhe dará o emprego... — Eu não enchi a cabeça dela senhor, nós só estávamos conversando e ela me convidou para o chá, ela disse que o senhor tem o costume de se sentar nos convidados usuais dela. — Falo a última parte com um pequeno sorriso enquanto vejo o maxilar se comprimir antes de relaxar enquanto ele olha para Amanda novamente. Mesmo bravo o olhar de Logan para a minha garota é de pura adoração. Ele a ama. — Você falou isso para ela? — Papai as cadeiras são muito pequenas também — Solto uma risada sem querer e os dois me olham — Desculpa— Volto minha atenção para Amanda — Querida você pode sentar alguns minutos ali — Aponto para o sofá de couro escuro — Enquanto eu falo com seu pai, então eu prometo que eu o convencerei a nos deixar fazer a festa do chá. Meu pequeno amendoim corri para o sofá sem falar nenhuma outra palavra se jogando nele estou com um sorriso bobo novamente no rosto, não consigo deixá-lo ir com ela tão perto de mim. Olho novamente para Logan que me encara com uma pequena carranca, mas há algo estranho em seu olhar que não é usualmente seu aborrecimento é onde me aproveito para começar a falar. — Senhor eu sei que não sou sua primeira escolha, eu também não estava fazendo a cabeça da sua filha para o senhor me contratar. Ela é uma linda e adorável garota e eu estou um pouco apaixonada por ela, nós só estávamos conversando e ela me falou sobre a festa do chá e como o senhor é um desastre nisso— Algo sai de sua garganta parecido com um bufo ou resmungo — Ela falou da mãe também— Abaixo a voz e vejo o rosto de Logan mudar para expressão alguma, ele está branco como uma folha de papel também, mas não paro de falar — Ela se sente um pouco solitária sem uma companhia feminina, eu sei que o senhor faz mais que pode e que eu não sou a mãe de-dela... Mas eu posso ser sua companhia, eu juro que vou fazer o que o senhor quiser, troco às roupas se quiser, pode colocar uma tornozeleira eletrônica para me localizar... — Ela falou da mãe com você? — Logan interrompe minhas divagações, ele parece que vomitará em cima de mim a qualquer momento. — Sim. Falou que ela sempre ia para festa do chá, mas que agora não podia porque era uma estrela no céu. — Ela não fala nunca sobre a mãe... — Ele não parece está falando exatamente comigo agora, seus olhos se perdem por um minuto antes de voltar o foco para mim. — Talvez ela não fale perto do senhor, porque acha que o deixa triste — Falo com uma empatia estranha por ele — Ela não parecia triste quando falou dela, com saudade sim, mas não triste. Ela tem memórias felizes com sua esposa senhor. Pela primeira vez desde que nos encontramos ele desvia os olhos do meu. Parece não querer mostrar o que está sentindo, e fica um longo tempo em silêncio. Estou até me acostumando com suas pausas de silêncio dramático. Os olhos azuis voltam tempestuosos algum tempo depois e ele olha para a filha e de volta para mim então solta um longo suspiro parecendo que as palavras que iram vim são pesadas demais para ele falar. — Você terá que trocar as roupas infantis, você não parece ser muito velha e vestida assim parece uma adolescente — franzo o cenho, mas não digo nada — Terá regras com Amanda e todas elas serão obedecidas sem mais ou então rua. E qual quer transgressão por menor que seja você está despedida Solto um longo suspiro, deixando meus ombros caírem de alívio e sem esconder o sorriso aceno com a cabeça afirmativamente antes de me virar para Amanda que agora está de joelhos no sofá olhando um grande quadro na parede. — Amanda, acho que podemos ir para casa para a festa do chá — Falo com o coração mais leve do que já estive desde que eu tinha dezessete anos.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR