CAPÍTULO 34 ALINE NARRANDO Eu ainda tava ali, sentada naquela pedra, com o celular na mão e o vento batendo no rosto, tentando costurar os pedaços que tinham se soltado dentro de mim… quando ele começou a tocar. Um número estranho na tela. DDD de fora. Meu estômago gelou na hora. Atendi no impulso, ainda sem saber por quê. — Alô? O silêncio durou um segundo. Dois. Até que a voz dele veio. Arrastada, fraca, mas carregada de ódio. — Até que enfim tu atendeu, vagäbunda. Meu sangue congelou. Meu corpo inteiro ficou rígido. Não precisava nem perguntar quem era. Carlos. — O que você quer? — perguntei, com a voz trêmula, tentando não deixar o pânico vazar. — Tu achou que ia se livrar de mim fácil, né? Que era só fugir e pronto? — ele riu, seco. — Pois escuta bem… eu ainda vou te ver pag

