CAPÍTULO 175 ALINE NARRANDO Trancamos a porta do café e, quando virei, o carro do Dudu já tava encostado ali na frente. Ele no volante, braço pra fora da janela, cigarro no canto da boca, e a Adri já foi direto abrir a porta do carona. — Bora, Aline. — ela chamou, animada. Dei a volta e entrei atrás, ainda com a cabeça cheia do que tinha acabado de contar. A Adriana falava sem parar, mas eu tava meio no automático, olhando a rua passando pela janela. O carro subiu a ladeira e logo pegou a principal, rumo ao morro. O barulho do motor se misturava com o som distante de uma batida de funk que já rolava em alguma viela. As luzes amareladas dos postes piscavam, e cada curva parecia me jogar ainda mais dentro daquele mundo que, querendo ou não, já era parte da minha vida. O vento batia no

