CAPÍTULO 12 ALINE NARRANDO DIAS DEPOIS Esses últimos dias na casa da minha irmã foram um misto de alívio e vergonha. Alívio por tá longe daquele inferno… e vergonha de olhar no espelho. Meu rosto tava todo marcado. Roxo de um lado, cortado do outro. Só de lembrar como ele me bateu, meu estômago embrulha. Eu evitava sair do quarto, evitava até passar pela sala quando tinha visita. Não queria olhar no olho de ninguém. Sentia como se todo mundo soubesse da minha dor só de me ver. Minha irmã foi minha base. Me acolheu sem cobrar nada, mas também não passou a mão na minha cabeça. Quando me viu com o celular na mão, falou firme: — Tu vai trocar esse número hoje. Chega de dar brecha pra canalha. Antes que eu pensasse duas vezes, ela arrancou o chip da minha mão e jogou no lixo. Compramos

