CAPÍTULO 167 ADRIANA NARRANDO Depois do escândalo do Cabuloso com aquele infeliz que encostou na Aline, eu fiquei sem reação. O grito dele ainda ecoava na minha cabeça, e a forma como ele saiu, puxando ela pelo braço, não deixava dúvida nenhuma: ninguém ousava mexer com ela, todo mundo já percebeu isso. Eu fiquei ali, parada no meio do povo, tentando processar a cena, enquanto a galera se afastava comentando baixinho. A tensão ainda cortava o ar, e eu sentia meu coração acelerado, como se tivesse participado de uma guerra sem nem mover um dedo. Foi então que senti um braço pesado me puxando pela cintura. Olhei pro lado e dei de cara com o Dudu, aquele sorriso torto estampado na cara, como se nada fosse capaz de abalar ele. — Vem sentar aqui, gata — ele disse, me guiando até o camarote

