CAPÍTULO 70 ALINE NARRANDO Acordei com o sol invadindo o quarto pela fresta da cortina. Tava quente. Quente demais. O lençol embolado nos pés, cabelo espalhado no travesseiro e o coração… ainda meio acelerado. Respirei fundo, fechei os olhos de novo e deixei a cena de ontem reaparecer na minha mente. Eu lá no alto do mirante… com ele. Cabuloso. O nome já diz tudo, né? Só que… por trás daquela pose de dono do morro, da frieza no olhar, da postura de quem não leva desaforo… tinha algo que eu não esperava encontrar. Um colo. Um silêncio confortável. Um calor que me desmontava sem esforço. E eu deixei. Me deixei. Ficar ali com ele abraçada, com a cabeça encostada no peito dele, foi mais do que só “ficar”. Foi tipo encontrar um lugar que eu nem sabia que tava procurando. E isso me assus

