Acordei sem ter muita ideia de onde estava. Com os cabelos cobrindo os olhos e uma coberta quente e macia roçando na pele nua do meu corpo, deixando-me aquecida e presa num casulo do tecido pesado. Por um momento, eu pude jurar que toda a jornada até as profundezas do inferno, ter sido resgatada por um príncipe-guerreiro, ter sido atacada e reverenciada, teria sido apenas parte do sonho que eu não me lembrava de ter tido. Mas, assim que empurrei a coberta com as pernas e me sentei na cama, o mundo com aquele odor de magia sombria pareceu debochar da minha descrença. Lá estava eu, dentro de um quarto cuja porta que levava até a varanda não se fechava, cujas cortinas estavam levemente abertas, deixando o tom avermelhado daquele céu em chamas refletindo livremente na pedra vermelha das par

