Capítulo 32

1462 Palavras

Água se chocou contra as minhas costas, e a mulher que momentos antes me prendia sobre a cama, sumiu. E também não havia mais cama, somente água e uma minúscula luz que se extinguia rapidamente conforme eu afundava mais e mais para o fundo gelado do que parecia ser um tapete formado por placas de gelo. Chamar aquilo de gelado era no mínimo uma piada. Eu estava caindo para o que deveria ser o coração de gelo de alguma criatura esquecida por Deus, afundando contra águas que me sugavam numa espécie de redemoinho, e sendo engolida tão rápido quanto um pássaro preso sob a pata de um gato. Não havia nada além de água escura e fria contra os meus olhos, e falhei na tentativa de manter o susto preso no peito para evitar ofegar, e acabei engolindo água. Ardeu, queimou, doeu no fundo do estômago, c

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